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Vacina contra o câncer tem resultados "realmente esperançosos"

Imunizante é feito de forma individual, a partir do próprio DNA dos pacientes

6 jul 2022 - 12h29
(atualizado às 12h35)
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Vacina contra o câncer tem resultados iniciais "realmente esperançosos"
Vacina contra o câncer tem resultados iniciais "realmente esperançosos"
Foto: Pixabay

Uma vacina personalizada contra o câncer produziu resultados iniciais "realmente esperançosos", de acordo com o professor Christian Ottensmeier, consultor médico oncologista e diretor de pesquisa clínica do Clatterbridge Cancer Center, da Inglaterra, à Sky News

Ottensmeier disse ao canal de televisão estar "cautelosamente otimista". "Estou realmente esperançoso, sim. Todos os dados estão apontando na direção certa."

O imunizante contra o câncer, batizado de TG4050, é desenvolvido pela empresa francesa Transgene e usa tecnologia semelhante com a usada na vacina contra a covid-19 da AstraZeneca.

Ele é feito, individualmente, a partir do próprio DNA dos pacientes. Em estudo, a vacina foi aplicada nos indivíduos após eles completarem o tratamento convencional para câncer de cabeça e de pescoço – que têm grandes chances de retornar.

Dados preliminares do ensaio clínico mostram que nenhum dos oito primeiros pacientes que receberam o imunizante tiveram o retorno do câncer, mesmo após vários meses. A doença, no entanto, voltou em dois de oito pacientes que não foram imunizados.

Apesar das esperanças, os números ainda são pequenos para tirar conclusões definitivas.

Como funciona a vacina?

Conforme a Sky News, A TG4050 pega uma parte do DNA do paciente, "recorte e cola" em um vírus inofensivo. Depois, o vírus geneticamente modificado é injetado no corpo e leva o sistema imunológico a ficar atento às celulas cancerígenas, destruindo-as em um estágio inicial, antes mesmo que haja nódulos.

"Se pudermos treinar o sistema imunológico para escolher as células que, de outra forma, levariam a uma recaída em um momento em que nem podemos vê-las, as chances de sobrevivência a longo prazo para nossos pacientes são muito maiores", afirmou Ottensmeier.

Fonte: Redação Terra
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