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São Paulo não mudará uso da cloroquina, afirma Doria

Governador afirma que medicamento não será distribuído para qualquer paciente com covid-19 no Estado, epicentro da doença

20 mai 2020
13h46
atualizado às 13h47
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O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que não haverá mudanças sobre a administração de cloroquina para pacientes de coronavírus no Estado, epicentro da covid-19 no País, diante do novo protocolo sobre o medicamento divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

Foto: Bruno Escolastico/Photopress / Estadão Conteúdo

"Nós não faremos a distribuição e nem aplicação generalizada da cloroquina, porque a ciência não recomenda. A ciência não orienta este procedimento e em São Paulo nós seguimos o que a ciência", disse Doria.

O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, ressaltou que o uso da cloroquina ainda é condicionado à aceitação do paciente ao tratamento, que envolve riscos e que o médico ainda é a pessoa com última palavra sobre a recomendação do produto. "Tem que existir o consentimento informado por escrito do paciente. Ou seja, é uma indicação do médico com o consentimento do paciente."

A recomendação para o uso do medicamento para todos os pacientes de covid-19 veio em documento publicado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Antes, havia indicação para uso do remédio, que tem uma série de efeitos colaterais, apenas para os pacientes em estado grave.

São Paulo registrou 3.664 novos casos da doença de ontem para hoje, segundo Germann, totalizando 69.859 casos. é o teceiro maior aumento registrado em 24 horas. O total de mortos foi para 5.363 casos, aumento de 4% em 24 horas. O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Dimas Covas, ressaltou que "a epidemia mostra neste momento a sua face mais atroz", ao comentar a marca de 1.000 mortes em um único dia, registrada nesta terça. "(A covid-19 é) a maior causa nesse momento de mortalidade já no Brasil. A primeira causa de mortalidade. Superou todas as demais doenças", disse Covas.

Ainda segundo os dados do governo do Estado, a taxa de ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foi a 71,7%. Na região metropolitana da capital, chegou a 87,9%.

Doria disse que estará presente em teleconferência com o presidente Bolsonaro para tratar do tema. Ele afirmou que esperar poder "proteger a vida, obedecer a ciência respeitar a orientação da medicina", e fazer uma "reunião em paz com o presidente da República". Na última reunião, no mês passado, Doria e Bolsonaro discutiram durante o encontro.

Na coletiva, Doria anunciou ainda a abertura de 400 leitos de Unidades de Terapia Intensiva no Hospital das Clínicas, no centro de São Paulo, para as vítimas de coronavírus. Nesta quarta, em edital publicado no Diário Oficial em que abre chamamento público para que hospitais privados forneçam até 1.500 leitos para a iniciativa privada. No edital, o governo considera que "certamente ocorrerá, em três semanas, o colapso no sistema de saúde", caso não haja aumento no número de vagas.

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Estadão
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