Entenda como os alongamentos ajudam no desempenho do corredor
Mobilidade, recuperação e economia de movimento fazem diferença no ritmo e na prevenção de lesões
Os alongamentos para corredor costumam gerar dúvidas. Devem ser feitos antes ou depois do treino? Melhoram mesmo o desempenho?
A resposta não é simples, mas é objetiva: quando bem aplicados, ajudam sim. Principalmente na mobilidade, na recuperação e na eficiência do movimento.
Mais do que alongar por alongar, o importante é entender o momento certo.
O que muda no corpo do corredor
Correr exige repetição constante de movimento. Quadris, panturrilhas, posterior de coxa e tornozelos trabalham de forma intensa.
Se a musculatura estiver encurtada ou rígida, o gesto da corrida fica menos eficiente. O corpo compensa. E compensações aumentam risco de sobrecarga.
Os alongamentos para corredor ajudam a manter amplitude de movimento adequada. Isso facilita a passada e melhora a economia de energia.
Confira também: "Volta à rotina: veja como retomar os treinos após o Carnaval sem exageros".
Alongar antes do treino: como fazer
Antes da corrida, o foco não deve ser alongamento longo e parado. O ideal é apostar em movimentos dinâmicos.
Exemplos práticos:
-
Elevação alternada de joelhos.
-
Movimentos circulares de quadril.
-
Flexão e extensão de tornozelos.
-
Passadas com leve avanço.
Esses exercícios ativam músculos e aumentam circulação sem reduzir força momentânea.
A ideia é preparar o corpo, não relaxar demais.
Alongar depois do treino: por que ajuda
Após a corrida, o cenário muda. O corpo está aquecido e a musculatura encurtada pelo esforço repetitivo.
Nesse momento, alongamentos estáticos, mantidos por 20 a 30 segundos, ajudam a:
-
Reduzir tensão muscular.
-
Melhorar sensação de relaxamento.
-
Favorecer recuperação.
Eles não eliminam dores automaticamente, mas contribuem para sensação de leveza no dia seguinte.
Alongamento melhora desempenho direto?
Não é o alongamento isolado que faz alguém correr mais rápido. O ganho de performance vem do conjunto: treino estruturado, descanso, alimentação e fortalecimento.
Mas boa mobilidade facilita técnica eficiente. Técnica eficiente economiza energia.
E economia de energia melhora rendimento.
Quando ter atenção
Exagerar na intensidade do alongamento pode causar desconforto. Forçar além do limite não acelera resultados.
Respeite sinais do corpo:
-
Dor aguda não é normal.
-
Desconforto leve é aceitável.
-
Tremor excessivo indica tensão.
Se houver histórico de lesões, vale buscar orientação profissional para ajustar a rotina.
Alongar é parte do processo, não solução isolada
Para o corredor, alongamentos são ferramenta de manutenção. Eles ajudam a manter o corpo preparado para treinar com constância.
Pouco treino ainda é treino. E constância vence intensidade.
Incluir alongamentos na rotina não exige muito tempo. Alguns minutos bem direcionados já fazem diferença.
No fim, desempenho sustentável nasce do cuidado contínuo. E mobilidade é parte desse cuidado.