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Quanto de fibra você precisa por dia?

A quantidade de fibra que uma pessoa precisa por dia costuma gerar dúvidas em quem busca uma alimentação mais equilibrada. Saiba qual é a quantidade recomendada.

6 fev 2026 - 13h35
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A quantidade de fibra que uma pessoa precisa por dia costuma gerar dúvidas em quem busca uma alimentação mais equilibrada. Embora seja um nutriente simples de encontrar, boa parte da população ainda consumo diariamente a quantidade ideal de fibras. Entender quanto de fibra é indicado e como distribuí-la ao longo das refeições ajuda a organizar melhor o cardápio e a evitar desconfortos digestivos.

A fibra alimentar está presente principalmente em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, como feijão e lentilha. Ela não é digerida pelo organismo, mas colabora com o funcionamento intestinal, com o controle da glicemia e até com a sensação de saciedade. Por isso, a quantidade que se ingere ao longo do dia tem impacto direto sobre a saúde metabólica e digestiva.

Crianças e adolescentes também precisam de fibra, mas em quantidades que se ajustam ao crescimento e ao total de calorias consumidas – depositphotos.com / HayDmitriy
Crianças e adolescentes também precisam de fibra, mas em quantidades que se ajustam ao crescimento e ao total de calorias consumidas – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10

Quanto de fibra se recomenda por dia?

A recomendação geral para adultos costuma ficar em torno de 25 a 38 gramas de fibra por dia, variando conforme idade, sexo biológico e nível de atividade física. De forma prática, muitas diretrizes indicam cerca de 25 g por dia para mulheres adultas e até 38 g por dia para homens adultos. Em idosos, o valor às vezes é um pouco menor, principalmente quando há menor ingestão calórica.

Crianças e adolescentes também precisam de fibra, mas em quantidades que se ajustam ao crescimento e ao total de calorias consumidas. Em muitos casos, profissionais de saúde utilizam fórmulas que relacionam gramas de fibra à quantidade de energia diária. Mesmo assim, um ponto é comum a todas as faixas etárias: grande parte das pessoas não atinge esses números no dia a dia, principalmente devido ao alto consumo de alimentos ultraprocessados e à baixa ingestão de frutas e vegetais frescos.

Por que a ingestão diária de fibra é tão importante?

A palavra-chave neste tema é fibra, e sua função associa-se a vários processos do organismo. As fibras solúveis formam uma espécie de gel no trato digestivo, ajudando a controlar a absorção de glicose e a reduzir a absorção de colesterol. Já as fibras insolúveis aumentam o volume do bolo fecal e estimulam o trânsito intestinal, o que facilita a evacuação regular.

Uma ingestão de boa quantidade de fibra por dia também associa-se à manutenção do peso corporal, já que alimentos ricos em fibras tendem a gerar maior sensação de saciedade. Além disso, dietas com boa quantidade de fibras costumam ser mais ricas em vitaminas, minerais e compostos bioativos presentes em frutas, hortaliças e cereais integrais. Por outro lado, um consumo muito baixo pode favorecer o intestino preso, oscilações de glicemia e maior consumo calórico total, pois a sensação de fome tende a reaparecer mais rapidamente.

Como atingir a quantidade ideal de fibra diariamente?

Alcançar a recomendação de fibra por dia é mais simples quando a alimentação inclui alimentos in natura e minimamente processados em todas as refeições. Uma estratégia comum é distribuir as fontes de fibra ao longo do dia, em vez de concentrá-las em um único momento. Isso ajuda tanto na digestão quanto na adaptação do organismo, especialmente em quem está aumentando o consumo.

  • Café da manhã: incluir frutas com casca comestível, aveia ou pão integral;
  • Lanche da manhã/tarde: consumir frutas, castanhas, sementes de chia ou linhaça;
  • Almoço e jantar: priorizar saladas variadas, legumes cozidos, arroz integral, feijão ou outras leguminosas;
  • Ceia (se houver): uma fruta ou iogurte com alguma fonte de fibra pode ser uma opção.

Para facilitar, algumas porções médias e sua quantidade aproximada de fibra são frequentemente citadas em materiais educativos:

  1. 1 maçã com casca: cerca de 3 a 4 g de fibra;
  2. 1 banana prata média: cerca de 2 a 3 g;
  3. 1 colher de sopa cheia de aveia: cerca de 2 a 3 g;
  4. 1 concha média de feijão: em torno de 6 a 8 g;
  5. 1 fatia de pão integral: cerca de 2 a 3 g;
  6. 1 xícara de brócolis cozido: aproximadamente 4 a 5 g.

Combinando itens como esses ao longo do dia, torna-se possível alcançar os 25 a 38 g de fibra recomendados, sem necessidade de mudanças radicais na rotina alimentar. Em alguns casos específicos, suplementos de fibra podem ser utilizados, mas essa decisão costuma ser tomada com orientação profissional.

Alcançar a recomendação de fibra por dia é mais simples quando a alimentação inclui alimentos in natura e minimamente processados em todas as refeições – depositphotos.com / HayDmitriy
Alcançar a recomendação de fibra por dia é mais simples quando a alimentação inclui alimentos in natura e minimamente processados em todas as refeições – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10

Aumentar fibra de uma vez faz mal?

Quem consome pouca fibra e passa a atingir rapidamente a quantidade recomendada por dia pode perceber alguns desconfortos, como gases, distensão abdominal e alteração no padrão intestinal. Isso acontece porque a microbiota intestinal, formada por trilhões de microrganismos, precisa de tempo para se adaptar ao novo padrão alimentar.

Por esse motivo, orientações nutricionais geralmente sugerem que o aumento da ingestão de fibras seja feito de forma gradual, em alguns dias ou semanas, sempre acompanhado de boa hidratação. A água é essencial para que as fibras exerçam suas funções no intestino; quando a ingestão de líquidos é baixa, o efeito desejado pode não ocorrer e o intestino pode ficar ainda mais lento. Assim, além de verificar quanto de fibra é consumido por dia, torna-se importante observar também o volume de água ingerido.

Principais fontes de fibra para o dia a dia

Para manter um padrão alimentar rico em fibra por dia, algumas categorias de alimentos costumam ser destacadas em materiais de educação em saúde. Entre elas, aparecem com frequência:

  • Frutas frescas: maçã, pera, laranja, banana, abacate, manga, entre outras;
  • Verduras e legumes: alface, couve, espinafre, cenoura, beterraba, abobrinha, brócolis;
  • Cereais integrais: arroz integral, aveia, pão integral, centeio, cevada;
  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha seca;
  • Sementes e oleaginosas: chia, linhaça, gergelim, amendoim, castanhas.

A escolha desses alimentos pode ser adaptada a diferentes rotinas, orçamentos e preferências culturais. Mantendo a regularidade no consumo, torna-se mais fácil atingir a quantidade diária recomendada de fibra e preservar esse padrão a longo prazo, com impacto direto sobre o equilíbrio intestinal e a saúde geral.

Giro 10
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