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Gordura pericárdica: o risco silencioso para a saúde do coração

Gordura pericárdica aumenta risco de doenças cardíacas e arritmias; entenda causas, sintomas e hábitos que ajudam a proteger o coração

6 fev 2026 - 14h02
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A gordura ao redor do coração, chamada de gordura pericárdica, vem ganhando atenção de cardiologistas no Brasil e no mundo. Esse tecido adiposo, que se acumula junto ao pericárdio - uma espécie de "envoltório" do coração -, não é visível no espelho e, por isso, costuma passar despercebido. No entanto, estudos recentes indicam que o excesso dessa gordura pode estar diretamente ligado a maior risco de doenças cardiovasculares, mesmo em pessoas sem obesidade aparente.

Ao contrário da gordura localizada embaixo da pele, a gordura pericárdica fica em contato íntimo com o músculo cardíaco e com as artérias coronárias. Pesquisas internacionais publicadas até 2024 mostram que esse depósito de gordura funciona como um "órgão ativo", liberando substâncias inflamatórias capazes de interferir no funcionamento do coração. Profissionais de saúde ressaltam que se trata de um marcador importante de risco cardíaco, principalmente em pessoas com síndrome metabólica, pressão alta e diabetes.

Gordura pericárdica: o que é e por que preocupa cardiologistas?

A gordura pericárdica é um tipo de gordura visceral localizada ao redor do coração e do pericárdio. Ela faz parte da anatomia normal do corpo e, em pequenas quantidades, participa da proteção mecânica do órgão e do equilíbrio metabólico local. O problema surge quando esse acúmulo é exagerado, geralmente associado ao excesso de peso, sedentarismo, resistência à insulina e dieta rica em alimentos ultraprocessados.

De acordo com revisões científicas publicadas em 2023 e 2024 em periódicos de cardiologia, o aumento da gordura pericárdica está ligado a maior rigidez das artérias coronárias, alterações no fluxo de sangue e maior inflamação ao redor do coração. Em entrevista a veículos de saúde, cardiologistas costumam explicar que esse tecido adiposo não é apenas um "estoque de energia", mas um produtor de hormônios e mediadores inflamatórios que influenciam diretamente o funcionamento cardíaco.

Nesse contexto, o termo gordura ao redor do coração passou a ser usado com frequência em consultas e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, que medem a espessura ou o volume desse tecido. Especialistas enfatizam que o achado de grande quantidade de gordura pericárdica em exames é um sinal de alerta semelhante ao aumento da circunferência abdominal.

A gordura ao redor do coração existe, mas em excesso vira sinal de alerta – depositphotos.com / Artemida-psy
A gordura ao redor do coração existe, mas em excesso vira sinal de alerta – depositphotos.com / Artemida-psy
Foto: Giro 10

Como a gordura pericárdica aumenta o risco de doenças cardíacas?

O principal motivo de preocupação é a relação entre gordura pericárdica e doenças cardíacas. Estudos clínicos mostram que pessoas com maior volume dessa gordura têm mais chance de desenvolver doença arterial coronariana, caracterizada pelo entupimento das artérias que irrigam o coração. A proximidade entre o tecido adiposo e os vasos favorece a liberação direta de substâncias inflamatórias sobre as paredes das coronárias, acelerando o processo de aterosclerose.

Além do impacto nas artérias, a gordura em excesso ao redor do coração pode dificultar a contração e o relaxamento do músculo cardíaco. Pesquisas de imagem cardíaca publicadas até 2024 associam esse acúmulo a alterações na função diastólica (fase em que o coração se enche de sangue) e a um aumento da rigidez do órgão. Em linguagem simples, isso significa que o coração passa a trabalhar sob maior esforço, o que contribui para quadros de insuficiência cardíaca em longo prazo.

Profissionais da área relatam que, em ambulatórios de cardiologia, é cada vez mais comum encontrar pacientes com peso aparentemente dentro do normal, mas com alta quantidade de gordura cardíaca identificada em exames. Nesses casos, o risco não está apenas no número da balança, mas na forma como a gordura é distribuída pelo corpo, com destaque para a área do tórax e do abdômen.

A gordura pericárdica pode causar arritmias e síndrome metabólica?

Outro ponto que chama atenção é a associação entre gordura pericárdica e arritmias, em especial a fibrilação atrial, um tipo de batimento irregular que aumenta o risco de AVC. Estudos conduzidos em centros de pesquisa na Europa e nos Estados Unidos sugerem que o tecido adiposo ao redor das câmaras superiores do coração interfere nos sinais elétricos cardíacos, favorecendo alterações no ritmo. Médicos entrevistados em reportagens de saúde destacam que a inflamação crônica em volta do coração pode criar um ambiente propício para essas disfunções elétricas.

A relação com a síndrome metabólica também é frequente. Esse conjunto de fatores - que inclui pressão alta, aumento da glicose, colesterol alterado e acúmulo de gordura abdominal - costuma andar ao lado do aumento da gordura pericárdica. Pesquisas brasileiras e internacionais apontam que pessoas com síndrome metabólica apresentam volume significativamente maior de gordura ao redor do coração do que indivíduos sem esse quadro, mesmo quando têm índice de massa corporal parecido.

Especialistas em endocrinologia e cardiologia explicam que a gordura visceral, incluindo a pericárdica, funciona como uma espécie de "ponte" entre o metabolismo e o sistema cardiovascular. Quanto maior esse tipo de gordura, maior tende a ser a resistência à insulina, o descontrole glicêmico e a inflamação sistêmica. Esse conjunto de alterações contribui para o surgimento de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e complicações renais ao longo dos anos.

Estudos mostram que a gordura pericárdica aumenta o risco cardiovascular mesmo em pessoas sem obesidade aparente – depositphotos.com / tomwang
Estudos mostram que a gordura pericárdica aumenta o risco cardiovascular mesmo em pessoas sem obesidade aparente – depositphotos.com / tomwang
Foto: Giro 10

Quais hábitos ajudam a reduzir a gordura ao redor do coração?

Apesar dos riscos associados, médicos ressaltam que a gordura pericárdica pode ser reduzida com mudanças consistentes no estilo de vida. Não há um remédio específico para "queimar" apenas a gordura do coração, mas o conjunto de medidas que diminui a gordura abdominal também atua sobre essa região. A recomendação costuma incluir alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso e manejo adequado de diabetes, hipertensão e colesterol.

Entre as orientações mais citadas por cardiologistas e nutricionistas estão:

  • Priorizar alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras;
  • Reduzir o consumo de ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras trans, sódio e aditivos;
  • Praticar exercícios aeróbicos (caminhada, corrida leve, bicicleta, dança) ao menos 150 minutos por semana, conforme recomendações internacionais;
  • Incluir treino de força duas ou mais vezes por semana, o que ajuda a aumentar a massa muscular e a melhorar o metabolismo;
  • Abandonar o tabagismo e moderar o uso de álcool, fatores diretamente ligados ao risco cardiovascular;
  • Manter acompanhamento médico regular para checar pressão, colesterol, glicemia e, quando indicado, realizar exames de imagem do coração.

Com base em estudos recentes, especialistas reforçam que pequenas reduções de peso, na faixa de 5% a 10% do peso corporal inicial, já são capazes de diminuir a gordura visceral, incluindo a que envolve o coração. Além disso, mudanças consistentes ao longo do tempo parecem ter impacto maior do que dietas muito restritivas por períodos curtos.

Caminhos para cuidar do coração no dia a dia

A discussão sobre gordura pericárdica tem ampliado o entendimento de que a saúde do coração vai além da aparência física ou do número na balança. O foco passou a ser a qualidade da alimentação, o padrão de atividade física e o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes e colesterol alto. Na prática, isso significa que pessoas com diferentes biotipos podem se beneficiar de mudanças simples, mas consistentes, na rotina.

Reportagens de saúde e campanhas de prevenção têm enfatizado que a identificação precoce de alterações, por meio de exames clínicos e de imagem, permite intervenções mais efetivas. Quando associados à orientação de profissionais de saúde, ajustes na dieta, na prática de exercícios e no sono contribuem não apenas para reduzir a gordura cardíaca, mas também para melhorar a qualidade de vida em geral. Dessa forma, o tema ganha espaço não apenas em consultórios e hospitais, mas também nas conversas cotidianas sobre cuidado com o coração.

Giro 10
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