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Luta contra a zika em Miami sofre revés devido ao clima

3 ago 2016 - 16h20
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A fumigação aérea que deveria ter começado nesta quarta-feira sobre as regiões de Miami e seus arredores, onde se concentram os primeiros 15 casos de zika transmitidos localmente nos Estados Unidos, foi adiada devido ao mau tempo, enquanto cresce a preocupação pelos efeitos que o surto pode ter no turismo.

O prefeito do condado de Miami-Dade, Carlos Giménez, anunciou em uma declaração que as condições meteorológicas não permitiram que as aeronaves decolassem ao amanhecer, como estava previsto, mas anunciou que uma nova tentativa será feita esta noite ou amanhã.

Giménez tinha anunciado ontem sua decisão de incrementar a luta para erradicar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, através da fumigação aérea de uma área de aproximadamente 26 quilômetros quadrados a partir desta quarta-feira.

No entanto, na noite passada uma forte tempestade, acompanhada de raios e trovões, caiu sobre Miami e hoje o dia amanheceu com tempo instável, o que dificulta as operações.

As fumigações aéreas vão durar quatro semanas, em princípio, segundo o prefeito do condado, e serão combinadas com a fumigação por terra, que já vem sendo feita há algumas semanas.

A imensa maioria dos 15 casos de zika detectados até agora nos condados de Miami-Dade e Broward se concentra em uma área que compreende os bairros de Wynwood e Edgewater, na parte norte da área urbana do centro da cidade de Miami.

Com suas galerias de arte, lojas e restaurantes, o primeiro desses bairros é um dos mais badalados da "Magic City", como Miami também é conhecida.

Cerca de 15,5 milhões de pessoas visitam a cidade e suas praias (Miami Beach) a cada ano e sua segurança é de "alta prioridade" para o Escritório de Visitantes e Convenções da Grande Miami (GMCVB, sigla em inglês), que divulgou um comunicado para tranquilizar os que estão preocupados com a zika.

"Até o momento, não houve nenhum cancelamento de grupos e convenções, nem detectamos nenhuma onda de cancelamentos entre as reservas de férias", diz um comunicado enviado hoje à Efe pelo GMCVB.

A entidade destacou que a área onde o surto de zika de transmissão local está ativo é bastante restrita em comparação com a superfície total de Miami-Dade: cerca de 2,5 quilômetros quadrados em comparação com os 6.215 de área total do condado.

"Miami tem experiência comprovada no controle de doenças transmitidas por mosquitos. Qualquer artigo publicado na imprensa referente à ineficácia da luta contra os mosquitos em Miami carece de fundamento", acrescentou a entidade na nota.

O GMCVB recomendou aos visitantes que utilizem repelentes de mosquitos, "como sempre deve ser feito durante os meses de verão", e que consultem as recomendações das autoridades de saúde competentes nessa matéria.

"Viajar para Miami e suas praias continua sendo seguro", afirmou o GMCVB em seu site.

Nessa mesma linha, o prefeito da cidade de Miami, Tomás Regalado, afirmou ontem durante uma visita a Wynwood que o bairro é "o lugar mais seguro" do sul da Flórida, porque é onde está ocorrendo fumigação por terra e ar.

No entanto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) dos EUA recomendaram na segunda-feira que as gestantes evitem viajar para os locais de surto e que as residem nesses lugares aumentem as medidas de precaução para não correr o risco de contrair um vírus que pode causar microcefalia e doenças neurológicas em seus bebês.

O diretor dos CDC, Tom Frieden, considera essa luta mais complexa do que se pensava, porque não descartou que esses mosquitos "durões" possam ser resistentes aos inseticidas habituais, o que é impossível de ser comprovado de maneira imediata.

Além das fumigações aéreas e por terra, as autoridades estão recolhendo amostras de sangue dos moradores das áreas afetadas para determinar se os mesmos foram infectados pela zika, uma doença que pode ser assintomática.

Faltando uma verba de US$ 1,9 bilhão atribuída pelo governo americano para a luta contra a zika, que está paralisada há meses no Congresso, que atualmente está em recesso, os CDC atribuíram US$ 16 milhões a mais de 40 estados e territórios com o objetivo de desenvolver sistemas de coleta de dados que ajudem para combater o vírus.

Em grande medida, esses recursos serão destinados a melhorar e manter os sistemas de coleta de informação para detectar de forma mais rápida os casos de microcefalia e outros efeitos adversos causados pela zika.

EFE   
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