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Linfoma de Hodgkin: sintomas, tratamento e o caso de Carlos Alberto Parreira

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, estrutura fundamental para a defesa do organismo.

19 jun 2026 - 08h31
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O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, estrutura fundamental para a defesa do organismo. Esse sistema reúne vasos, gânglios (ou linfonodos), baço, timo e medula óssea. Ele funciona como uma rede de vigilância contra infecções. Quando surge o linfoma de Hodgkin, parte dessas células de defesa perde o controle de crescimento e se multiplica em excesso. Dessa forma, essa alteração prejudica o funcionamento do sistema imunológico e favorece infecções recorrentes.

Os médicos consideram o linfoma de Hodgkin uma doença relativamente rara, mas estudam muito essa condição. Por isso, eles utilizam tratamentos padronizados e protocolos bem definidos. Em geral, o linfoma de Hodgkin oferece boas chances de controle, principalmente quando o diagnóstico ocorre em estágios iniciais. Dessa forma, a atenção aos sinais do corpo se torna essencial. Além disso, a procura por avaliação médica diante de alterações persistentes também se mostra um ponto central na abordagem dessa condição.

Linfoma de Hodgkin: sintomas, tratamento e o caso de Carlos Alberto Parreira

O linfoma de Hodgkin tem origem nos linfócitos. Esses glóbulos brancos reconhecem e combatem agentes estranhos. Em determinado momento, alguns desses linfócitos começam a se multiplicar de forma desordenada e contínua. Assim, essas células formam aglomerados em gânglios linfáticos e, em alguns casos, em outros órgãos. Esse crescimento anormal diminui o espaço para células saudáveis e compromete a resposta imunológica.

Entre os sintomas mais frequentes, a pessoa costuma notar o aumento de gânglios linfáticos, geralmente indolores, principalmente no pescoço, axilas ou região inguinal. Além disso, muitas pessoas apresentam febre prolongadasuor noturno excessivoperda de peso sem causa aparente e cansaço intenso. Em alguns casos, surge também coceira na pele e sensação de falta de ar, dependendo das áreas acometidas. Esses sinais costumam se instalar de forma gradual. Portanto, a pessoa precisa observá-los com atenção quando eles persistem por semanas.

O linfoma de Hodgkin tem origem nos linfócitos. –
O linfoma de Hodgkin tem origem nos linfócitos. –
Foto: reprodução / Giro 10

Como o linfoma de Hodgkin se desenvolve no organismo?

O desenvolvimento do linfoma de Hodgkin envolve mutações em linfócitos. Essas alterações genéticas fazem essas células se multiplicarem sem controle e abandonarem suas funções de defesa. Como consequência, essas células alteradas se acumulam em gânglios e se espalham pela rede linfática. Assim, elas atingem estruturas como tórax e abdômen e, em fases mais avançadas, medula óssea e outros órgãos. Esse processo reduz a capacidade do corpo de reagir a infecções e a outras agressões externas.

Os médicos classificam a doença em estágios, de acordo com a extensão do comprometimento do sistema linfático e de órgãos fora dessa rede. Para isso, eles utilizam exames de imagem, como tomografia e PET-CT, e analisam fragmentos de gânglios retirados em biópsias. A partir dessa combinação de informações, a equipe determina o tipo de linfoma de Hodgkin, a fase da doença e as opções mais adequadas de tratamento. Além disso, os especialistas avaliam idade, outras doenças e condições de cada pessoa.

  • Estágio localizado: poucos grupos de gânglios afetados em uma mesma região do corpo, geralmente com menor volume de doença.
  • Estágio avançado: múltiplas áreas comprometidas em lados diferentes do diafragma, com ou sem envolvimento de órgãos, o que exige terapias mais intensivas.
  • Comprometimento sistêmico: sintomas como febre, suor noturno e perda de peso indicam maior atividade da doença e necessidade de acompanhamento rigoroso.

Quais são os principais sintomas e sinais de alerta?

Os sinais do linfoma de Hodgkin costumam ser discretos no início. Esse fato muitas vezes provoca atrasos no diagnóstico. O crescimento de gânglios, sem dor e que não regride, representa um dos achados mais marcantes. Quando essas estruturas aumentadas se localizam na região do peito, elas podem causar tosse persistente, sensação de aperto torácico ou dificuldade para respirar. Já o aumento abdominal provoca, com frequência, desconforto, sensação de estufamento ou dores vagas.

Os chamados sintomas sistêmicos incluem febre baixa e prolongada, suor noturno intenso que obriga a troca de roupas ou lençóis, fadiga que não melhora com descanso e perda de peso significativa em poucos meses. Esses sinais não apontam apenas linfoma, pois também aparecem em outras doenças infecciosas ou autoimunes. No entanto, quando esses sintomas se associam a gânglios aumentados, o quadro exige investigação médica. A orientação consiste em levar qualquer alteração persistente para discussão em consulta. Assim, o profissional define exames e realiza o encaminhamento adequado.

  1. Observar gânglios aumentados por mais de duas a três semanas e notar se eles continuam crescendo.
  2. Anotar episódios de febre prolongada sem causa definida e relatar esses dados ao médico.
  3. Perceber suor noturno em excesso, repetido ao longo dos dias, especialmente quando molha roupas ou lençóis.
  4. Monitorar perda de peso involuntária e cansaço constante, mesmo em dias com pouca atividade.
  5. Buscar avaliação médica para exames complementares e não adiar essa decisão por medo ou dúvida.

Tratamentos para linfoma de Hodgkin e perspectivas

O tratamento do linfoma de Hodgkin se estrutura principalmente em quimioterapia e radioterapia. Os médicos podem usar essas abordagens isoladamente ou em combinação, de acordo com o estágio da doença e o estado geral da pessoa. A quimioterapia age diretamente nas células em rápida divisão, incluindo as células do linfoma. Em geral, os especialistas seguem esquemas padronizados, como o protocolo ABVD. Já a radioterapia utiliza radiação dirigida para áreas específicas com gânglios comprometidos e complementa a ação da quimioterapia em muitos casos.

Em situações mais complexas, com recaída ou resistência ao tratamento inicial, a equipe pode indicar o transplante de medula óssea. Nesse procedimento, o objetivo consiste em substituir a medula doente por células saudáveis, que podem ser do próprio paciente (autólogo) ou de um doador compatível (alogênico). Além dessas opções, avanços recentes incluem terapias-alvo e medicamentos que modulam o sistema imunológico, como inibidores de checkpoint e anticorpos monoclonais. Essas abordagens ampliam as alternativas de controle da doença e, em alguns casos, oferecem respostas duradouras após falha de esquemas tradicionais. Em paralelo, as equipes também dão suporte para controlar efeitos colaterais e manter a qualidade de vida.

No geral, quando os médicos identificam o linfoma de Hodgkin de forma precoce e iniciam o tratamento adequado, as taxas de controle e de sobrevida se mantêm altas em comparação com outros tipos de câncer. Contudo, essa boa perspectiva não elimina a necessidade de acompanhamento a longo prazo. Isso ocorre porque podem surgir efeitos tardios do tratamento, como alterações cardíacas, pulmonares ou risco maior de outros tumores. Além disso, alguns pacientes ainda enfrentam risco de recidiva. Assim, consultas regulares, exames periódicos e atenção contínua aos sinais do corpo integram o seguimento.

O caso de Carlos Alberto Parreira e a importância do diagnóstico precoce

O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira convive com o linfoma de Hodgkin há anos e, assim, torna o tema mais presente no debate público. Seu caso mostra que esse tipo de câncer pode afetar pessoas conhecidas, ativas e sob acompanhamento médico frequente. Portanto, a história dele reforça a relevância da vigilância em saúde e da escuta atenta aos sintomas. A exposição do diagnóstico também contribui para que mais indivíduos considerem a possibilidade de investigar sinais persistentes e deixem de atribuí-los apenas ao estresse ou à idade.

Além disso, a experiência de figuras públicas com doenças oncológicas costuma estimular campanhas de informação sobre sinais de alerta, opções de tratamento e importância da adesão às orientações médicas. No contexto do linfoma de Hodgkin, a mensagem central destaca que a detecção precoce, aliada a terapias adequadas, aumenta de forma significativa a chance de controle da doença. Dessa maneira, a combinação entre conhecimento, acesso a serviços de saúde e acompanhamento contínuo tende a fazer diferença no desfecho clínico e na qualidade de vida de quem enfrenta esse diagnóstico. Por fim, familiares e cuidadores também assumem papel importante, pois incentivam a busca por ajuda e apoiam o seguimento do tratamento.

Giro 10
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