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Alopecia: principais causas da queda de cabelo, sintomas mais comuns e tratamentos disponíveis para diferentes tipos da condição

Alopecia é o termo médico usado para indicar a perda de cabelo em diferentes graus, desde o afinamento dos fios até falhas visíveis no couro cabeludo ou em outras partes do corpo.

16 jun 2026 - 08h02
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Alopecia é o termo médico usado para indicar a perda de cabelo em diferentes graus, desde o afinamento dos fios até falhas visíveis no couro cabeludo ou em outras partes do corpo. A condição pode aparecer de forma lenta e progressiva ou surgir de maneira repentina, afetando homens, mulheres e crianças. Em muitos casos, a queda de cabelo desperta preocupação estética, mas também pode sinalizar alterações hormonais, imunológicas ou emocionais que merecem atenção profissional.

A palavra-chave mais associada ao tema é alopecia, mas o problema também é conhecido como queda capilar, rarefação dos fios ou calvície, dependendo do tipo e da causa. Nem toda queda de cabelo é permanente. Em boa parte dos quadros, o problema pode ser revertido ou controlado quando o diagnóstico ocorre de forma precoce. Por isso, entender causas, sinais típicos e opções de tratamento ajuda a identificar quando é o momento adequado de procurar avaliação especializada.

O que é alopecia e quais são os tipos mais comuns?

Alopecia corresponde a qualquer forma de perda de pelos, incluindo cabelos, sobrancelhas, cílios e pelos corporais. Existem várias classificações. No entanto, três grupos costumam ser mais mencionados: alopecia androgenéticaalopecia areata e alopecia cicatricial. Cada uma apresenta mecanismos diferentes, características clínicas próprias e respostas variadas aos tratamentos disponíveis.

A alopecia androgenética, muitas vezes chamada de calvície padrão masculina ou feminina, se relaciona à ação de hormônios androgênios em pessoas com predisposição genética. Já a alopecia areata é considerada uma condição autoimune, em que o sistema de defesa do organismo passa a atacar diretamente os folículos pilosos, causando falhas arredondadas. A alopecia cicatricial, por sua vez, envolve inflamação intensa e destruição permanente do folículo por doenças da pele, resultando em áreas sem possibilidade de novo crescimento capilar.

Queda de cabelo – depositphotos.com / Vlad_Kazhan
Queda de cabelo – depositphotos.com / Vlad_Kazhan
Foto: Giro 10

Alopecia: principais causas da queda de cabelo

As causas da alopecia variam de acordo com o tipo de perda de cabelo. Em muitos casos, há combinação de fatores genéticos, hormonais, imunológicos, nutricionais e emocionais. Assim, identificar o que está por trás da queda se torna essencial para definir se o quadro é temporário ou de evolução crônica e quais terapias tendem a ser mais eficazes.

  • Fatores genéticos e hormonais: surgem sobretudo na alopecia androgenética, que costuma evoluir de forma lenta e progressiva ao longo dos anos.
  • Doenças autoimunes: relacionam-se à alopecia areata, em que o folículo piloso sofre ataque do próprio sistema imunológico.
  • Deficiências nutricionais: falta de ferro, zinco, proteínas ou vitaminas do complexo B pode contribuir para fios mais frágeis e queda difusa.
  • Estresse físico ou emocional: cirurgias, infecções, dietas muito restritivas e estresse intenso podem desencadear eflúvio telógeno, uma queda temporária e difusa.
  • Medicamentos e tratamentos: quimioterápicos, alguns anti-hipertensivos, anticoagulantes e outros fármacos podem provocar perda capilar como efeito adverso.
  • Doenças do couro cabeludo: micoses, dermatite seborreica intensa, lúpus cutâneo e outras inflamações podem levar à alopecia, inclusive cicatricial.

Há ainda formas de alopecia provocadas por tração contínua nos fios, associadas a penteados muito apertados, uso intenso de químicas agressivas ou tricotilomania, em que a própria pessoa arranca o cabelo de maneira repetitiva. Nesses casos, a persistência do fator agressor por longos períodos aumenta o risco de danos permanentes ao folículo piloso. Além disso, hábitos como uso frequente de chapinhas em alta temperatura e procedimentos químicos sucessivos também podem fragilizar o cabelo e acelerar a perda em quem já tem predisposição.

Quais são os principais sintomas da alopecia?

Os sintomas da alopecia vão além da simples percepção de fios no travesseiro ou no chuveiro. Em quadros de alopecia androgenética, observa-se, ao longo do tempo, afinamento dos fios, aumento da oleosidade e redução do volume capilar, especialmente em regiões específicas do couro cabeludo, como topo e entradas frontais. A linha de implantação pode recuar, principalmente em homens. Nas mulheres, porém, o padrão costuma ser de rarefação difusa no topo da cabeça, preservando a linha frontal.

Na alopecia areata, o sinal mais característico é o surgimento de uma ou mais placas arredondadas sem cabelo, com bordas nítidas e couro cabeludo de aspecto liso e sem descamação. Em alguns casos, os pelos podem ficar mais finos ou esbranquiçados na borda da lesão, o que indica atividade da doença. Formas mais extensas podem comprometer todo o couro cabeludo (alopecia total) ou atingir também sobrancelhas, cílios e demais pelos corporais (alopecia universal).

Quando há alopecia cicatricial, o couro cabeludo pode apresentar áreas endurecidas, com alteração de cor, descamação ou sensação de ardor e coceira prévia à perda definitiva dos fios. Já nos quadros de queda difusa por causas metabólicas ou nutricionais, o sintoma predominante costuma ser a redução generalizada do volume, sem falhas bem delimitadas, o que às vezes dificulta a percepção inicial do problema. Nesses casos, a pessoa nota que o rabo de cavalo fica mais fino, que o couro cabeludo aparece mais nas fotos ou que os fios quebram com facilidade.

Quais tratamentos estão disponíveis para diferentes tipos de alopecia?

O tratamento da alopecia depende diretamente do tipo de queda capilar e da causa identificada na avaliação dermatológica. O objetivo principal é interromper ou desacelerar a progressão e, quando possível, estimular o crescimento de novos fios. Nem sempre é possível recuperar toda a densidade capilar. No entanto, existem recursos que ajudam a melhorar o quadro e a preservar os folículos ainda ativos, além de reduzir o impacto emocional da doença.

  1. Medicamentos tópicos: loções com ativos como minoxidil são amplamente utilizadas para estimular o crescimento dos fios em casos de alopecia androgenética e algumas outras formas de queda difusa. Em geral, o uso é contínuo e os resultados aparecem de forma gradual.
  2. Tratamentos orais: em determinadas situações, o médico pode prescrever bloqueadores hormonais, suplementos vitamínicos, ferro e outras medicações direcionadas à causa identificada. Em homens e mulheres com alopecia androgenética, por exemplo, alguns fármacos reduzem a ação dos hormônios androgênios sobre o folículo.
  3. Terapias injetáveis: infiltrações de corticoides no couro cabeludo são frequentemente usadas em alopecia areata localizada, com objetivo de reduzir a inflamação autoimune na região. Em alguns casos, especialistas também utilizam técnicas injetáveis com outras substâncias de estímulo, sempre avaliando riscos e benefícios.
  4. Técnicas de estímulo local: microagulhamento, laser de baixa intensidade e outras tecnologias buscam melhorar a circulação e estimular o folículo piloso. Quando combinadas a medicamentos tópicos e orais, essas técnicas podem potencializar o resultado, desde que realizadas por profissionais capacitados.
  5. Transplante capilar: indicado principalmente em casos de alopecia androgenética estabilizada ou em áreas cicatriciais selecionadas, quando não há mais folículos funcionais na região afetada. A técnica redistribui unidades foliculares de áreas doadoras para áreas com falhas, oferecendo um resultado mais definitivo, embora não interrompa a necessidade de cuidar dos fios remanescentes.
O eflúvio telógeno não causa danos permanentes ao folículo –
O eflúvio telógeno não causa danos permanentes ao folículo –
Foto: depositphotos.com/zneb076 / Giro 10
Giro 10
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