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Soltar pum: frequência normal, causas e quando se preocupar

Soltar pum várias vezes ao dia é normal? Entenda o que é saudável, quando se preocupar e como reduzir gases no dia a dia.

18 jun 2026 - 19h01
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Resumo
Soltar pum é um processo natural do organismo, causado pela digestão e ingestão de ar. A frequência varia entre 5 e 20 vezes ao dia, dependendo de fatores como alimentação e hábitos. Sinais como dor abdominal, náuseas e alterações no intestino podem indicar problemas de saúde e exigem avaliação médica. 🥦💨

Soltar pum ao longo do dia é algo natural do organismo. Apesar do constrangimento, essa função faz parte do sistema digestivo. Na maioria dos casos, não indica problema de saúde.

Foto: AndreyPopov/Canva
Foto: AndreyPopov/Canva
Foto: Saúde em Dia

Os gases são formados durante a digestão dos alimentos. Além disso, o ar engolido ao falar ou comer também contribui. Por isso, eliminar gases é esperado.

Segundo Aline Amaro, coloproctologista, "soltar gases é absolutamente normal e faz parte do funcionamento do intestino". A especialista destaca que não existe um número exato considerado ideal.

Quantas vezes soltar pum por dia é normal?

A frequência de pum varia de pessoa para pessoa. Alguns estudos indicam entre 5 e 20 episódios diários. No entanto, esse número não é uma regra fixa.

De acordo com Aline Amaro, essa variação é comum. "O mais importante é entender que existe uma grande variação individual e que soltar gases, por si só, não significa doença", afirma.

Fatores como alimentação, microbiota intestinal e hábitos diários influenciam essa frequência. Portanto, comparar com outras pessoas pode não ser adequado.

Além disso, o corpo reage de forma diferente a certos alimentos. Algumas pessoas produzem mais gases ao consumir fibras. Outras não percebem mudanças significativas.

Por que o corpo produz pum?

O pum é resultado de processos naturais do organismo. Ele ocorre principalmente devido à fermentação de alimentos no intestino. As bactérias intestinais têm papel fundamental nesse processo.

Alimentos ricos em fibras e carboidratos não absorvidos geram mais gases. Isso inclui feijão, brócolis e leite em alguns casos. Esses alimentos são saudáveis, mas podem aumentar a produção de gases.

Outro fator é o ar engolido durante refeições. Comer rápido ou falar enquanto mastiga aumenta essa ingestão. Isso contribui para a formação de gases.

Além disso, bebidas gaseificadas também influenciam. Refrigerantes e água com gás aumentam a quantidade de ar no sistema digestivo. Isso pode intensificar o pum ao longo do dia.

Quando o pum pode indicar problema?

Na maioria das vezes, o pum não é motivo de preocupação. Porém, alguns sinais exigem atenção. O contexto em que os gases aparecem é essencial.

Segundo Aline Amaro, sintomas associados são um alerta. "Quando os gases vêm acompanhados de dor abdominal frequente, distensão ou mudança persistente do hábito intestinal, é necessário avaliação médica".

Outros sinais incluem diarreia, constipação e perda de peso. Náuseas, vômitos e sangue nas fezes também merecem investigação. Esses sintomas podem indicar condições mais sérias.

Entre as possíveis causas estão intolerâncias alimentares e síndrome do intestino irritável. Alterações na microbiota intestinal também podem influenciar. Por isso, a avaliação médica é importante.

Como reduzir o excesso de pum no dia a dia

Embora seja normal, o excesso de pum pode causar desconforto. Algumas mudanças simples ajudam a controlar a situação. Veja dicas práticas.

  • Mastigue devagar e evite falar durante as refeições.

  • Reduza o consumo de bebidas gaseificadas.

  • Observe alimentos que causam mais gases.

  • Mantenha uma alimentação equilibrada.

  • Pratique atividades físicas regularmente.

Essas ações ajudam a melhorar a digestão. Além disso, reduzem a formação excessiva de gases. Pequenos hábitos fazem grande diferença.

Outra dica importante é manter a hidratação adequada. A água auxilia o funcionamento do intestino. Isso contribui para o equilíbrio digestivo.

Alimentos que mais causam pum no dia a dia

Alguns alimentos aumentam naturalmente a produção de pum. Isso acontece porque eles fermentam mais no intestino. Esse processo gera gases durante a digestão.

Entre os principais estão feijão, lentilha e grão-de-bico. Vegetais como brócolis, couve-flor e repolho também contribuem. Apesar disso, eles são importantes para a saúde.

Laticínios podem causar pum em pessoas com intolerância à lactose. Nesses casos, o organismo não digere bem o açúcar do leite. Isso resulta em maior produção de gases.

Além disso, alimentos ricos em açúcar e ultraprocessados também influenciam. Eles podem desequilibrar a microbiota intestinal. Isso aumenta a fermentação e o desconforto.

Por isso, o ideal não é cortar alimentos, mas observar o corpo. Identificar o que causa mais gases ajuda no controle. Assim, é possível manter uma alimentação equilibrada sem desconforto.

Pum e qualidade de vida: quando observar mudanças

Soltar pum não deve ser motivo de vergonha. É uma função natural do corpo. No entanto, mudanças no padrão merecem atenção.

Se a frequência aumentar de forma repentina, é importante observar. O mesmo vale para alterações acompanhadas de desconforto. Esses sinais indicam a necessidade de avaliação.

De acordo com a especialista, hábitos alimentares influenciam diretamente. Alterações na microbiota também têm impacto significativo. Por isso, o acompanhamento médico pode ser necessário.

Entender o funcionamento do próprio corpo é essencial. Isso ajuda a identificar o que é normal. Assim, você cuida melhor da sua saúde digestiva.

Saúde em Dia
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