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Laringite bacteriana é grave? Entenda a doença que fez Diogo Nogueira cancelar shows

12 mai 2026 - 15h28
(atualizado às 15h32)
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O cantor Diogo Nogueira
O cantor Diogo Nogueira
Foto: Reprodução/Instagram

Diogo Nogueira divulgou um comunicado em suas redes sociais cancelando os shows programados para os próximos dias, em razão de um quadro de laringite bacteriana grave. A nota diz ainda que o cantor está tratando a doença em ambiente hospitalar, "impossibilitando temporariamente o uso de sua voz para apresentações musicais".

"Lamentamos e agradecemos a compreensão e o apoio do público, reforçando que a decisão foi tomada por orientação médica, visando a plena recuperação do cantor", conclui o texto.

A laringite é uma condição caracterizada pela inflamação da mucosa da laringe, estrutura fundamental das vias respiratórias responsável por abrigar as cordas vocais. Quando ocorre essa inflamação, a região pode apresentar edema e aumento da congestão, comprometendo o funcionamento adequado da laringe e afetando principalmente a voz e a respiração. Os sinais e sintomas variam conforme a intensidade do quadro e o grau de comprometimento da área afetada.

"A maioria das laringites é viral e autolimitada, causando principalmente rouquidão e desconforto na garganta. Já as formas bacterianas são menos frequentes, mas merecem atenção porque podem evoluir com inflamação intensa da laringe e comprometimento da respiração", explica a Dra. Roberta Pilla otorrinolaringologista da ABORL-CCF.

Segundo a especialista, o quadro passa a ser considerado grave quando há sinais de obstrução da via aérea, como dificuldade para respirar, ruído respiratório (“chiado” ou estridor), esforço para respirar, dificuldade para engolir saliva, febre alta persistente e importante prostração.

"Em crianças, isso exige atenção ainda maior, porque a laringe é naturalmente mais estreita e pequenos edemas podem causar grande impacto respiratório", diz.

A laringite pode se manifestar de duas maneiras principais: aguda ou crônica.

A laringite aguda costuma ter evolução rápida e leve, com duração média entre 8 e 10 dias. Na maioria dos casos, melhora espontaneamente e geralmente está associada a infecções virais, como gripes e resfriados. Já a laringite crônica é identificada quando os sintomas permanecem por mais de três meses, situação que exige investigação médica mais detalhada para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

A principal diferença de uma laringite "comum" para um quadro grave está na presença de sinais respiratórios e piora do estado geral.

"Rouquidão isolada após um resfriado costuma ter evolução benigna, e geralmente não dura mais de 15 dias. Já febre alta persistente, dificuldade para respirar, esforço respiratório, salivação excessiva e piora rápida merecem avaliação médica imediata", complementa a especialista.

Os sintomas da laringite variam conforme a causa da inflamação e podem ter intensidade leve ou grave. Os mai comuns incluem:

Rouquidão

Perda completa ou parcial de voz

Dor de garganta

Sensação de secura

Tosse

Dor ou desconforto para engolir

Perda temporária de olfato.

"Já nas laringites bacterianas, os sintomas costumam ser mais intensos, com: febre alta; piora importante do estado geral; dor mais intensa; secreção purulenta; dificuldade respiratória; sensação de garganta “fechando”", explica a médica.

A internação é indicada quando existe comprometimento respiratório, dificuldade para manter hidratação adequada ou necessidade de medicações intravenosas e monitorização da via aérea.

"Pacientes com estridor importante, queda da oxigenação, dificuldade para engolir, desconforto para respirar,  ou sinais de esforço respiratório precisam de avaliação hospitalar imediata. Em alguns casos, principalmente nas laringotraqueítes bacterianas e epiglotites, pode ser necessário suporte respiratório mais intensivo", completa.

Como acontece a transmissão?

Quando a laringite tem origem viral ou bacteriana, ela pode ser transmitida pelo contato próximo com pessoas contaminadas, principalmente por meio de gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. 

"Vírus respiratórios são os principais causadores, mas em alguns casos pode ocorrer uma infecção bacteriana secundária, especialmente após uma infecção viral prévia. Alguns fatores podem favorecer o quadro, como ambientes fechados, mudanças bruscas de temperatura; baixa hidratação; tabagismo; uso excessivo da voz; rinite e refluxo mal controlados", diz a médica

Como é feito o tratamento da laringite?

A abordagem terapêutica da laringite varia conforme a origem do problema. Em casos mais simples, os sintomas tendem a desaparecer em alguns dias apenas com repouso da voz e boa hidratação. Dependendo da causa e da intensidade do quadro, o médico também pode indicar:

Medicamentos para aliviar sintomas como dor, febre e rouquidão;

Técnicas para umidificar as vias respiratórias;

Uso de antibióticos, quando houver infecção bacteriana, o caso de Diogo Nogueira;

Remédios voltados ao controle do refluxo gastroesofágico;

Acompanhamento fonoaudiológico para recuperação vocal.

"Nas laringites virais, o manejo costuma ser baseado em medidas gerais e sintomáticos que incluem hidratação, repouso vocal, lavagem nasal, cuidados com o ambiente e umidificação adequada. Já nas formas bacterianas,  além de antibióticos pode haver necessidade de nebulizações,oxigênio, medicação venosa em ambiente hospitalar", conclui.

A automedicação deve ser evitada, principalmente com antibióticos, já que a maioria das laringites são virais.

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