Exames de raio X e ressonância podem fazer mal para o corpo?
De acordo com o radiologista Valdair Mugli, a dose de radiação durante um exame costuma ser muito baixa
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Até quantos exames de raio X e ressonância podem ser feitos com segurança sem gerar efeitos de radiação nocivos ao corpo?
Jean Barros, São Paulo
Responde Valdair Francisco Muglia, médico radiologista
A dose de radiação que recebemos durante um exame de raio X costuma ser muito baixa. O seu efeito no corpo humano é avaliado usando uma unidade chamada sieverts.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que não seja excedido o limite de 20 milisieverts por ano. Mas, para se ter uma noção, durante um exame de raio X, a dose de radiação aplicada pode variar entre 0,02 a 0,06 milisieverts. Isso dependendo da região do corpo examinada.
A orientação do Colégio Brasileiro de Radiologia é fazer o melhor exame com a menor dose de radiação possível, visto que a radiação em excesso pode causar danos graves, como quebra de cromossomos e outras mutações genéticas.
Porém, como foi dito, as doses empregadas nesses exames costumam ser bem seguras e abaixo do limite definido pela OMS. Nos casos de pacientes que necessitam realizar muitos exames que envolvam radiação, em um intervalo de tempo muito curto, a recomendação é que se tenha redução nas doses utilizadas.
Com relação à ressonância magnética, ela não envolve radiação ionizante. Por isso, não há riscos nesse sentido.
A recomendação é ficar atento à presença de dispositivos metálicos, como próteses, que são atraídos pelo campo magnético gerado pelo aparelho de ressonância.