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Copa do Mundo 2026: qual é a lesão mais preocupante para os jogadores de futebol?

Ruptura do ligamento cruzado anterior pode afastar atletas por meses e já tirou jogadores importantes de grandes competições

8 jun 2026 - 13h30
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Em ano de Copa do Mundo, poucas lesões preocupam tanto atletas, comissões técnicas e torcedores quanto a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). Considerada uma das lesões mais graves e frequentes do futebol, ela costuma exigir cirurgia, meses de reabilitação e pode afastar jogadores de competições importantes.

Lesão do ligamento cruzado anterior pode exigir cirurgia e até oito meses de recuperação
Lesão do ligamento cruzado anterior pode exigir cirurgia e até oito meses de recuperação
Foto: Divulgação / Sport Life

O tema voltou a ganhar destaque após o atacante Rodrygo ficar fora da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 devido ao problema.

E não é um caso isolado, situações semelhantes já aconteceram em outras edições do torneio. Na Copa de 2022, por exemplo, o lateral francês Lucas Hernández sofreu a lesão logo na estreia da França e precisou ser cortado da competição.

O que é o ligamento cruzado anterior?

Segundo o ortopedista Dr. Marcos Cortelazo, especialista em joelho e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Latino-americana de Artroscopia, Joelho e Esporte (SLARD), o LCA tem papel fundamental na estabilidade do joelho.

"O LCA é responsável por estabilizar a articulação do joelho, principalmente em momentos de aceleração e desaceleração ou em movimentos de giro. Por isso, a lesão dessa estrutura é tão comum em esportes que exigem mudanças frequentes de posição, como o futebol", explica.

Essa lesão geralmente acontece durante torções do joelho, especialmente em arrancadas, mudanças bruscas de direção ou movimentos em que o pé permanece preso ao solo.

Quais são os sintomas da lesão?

De acordo com o ortopedista, a ruptura do LCA costuma ser acompanhada por um estalo no joelho seguido de dor intensa.

Após o trauma, também podem surgir sintomas como:

  • Inchaço na região;

  • Redução da mobilidade;

  • Sensação de instabilidade;

  • Dificuldade para apoiar o peso do corpo;

  • Sensação de que o joelho está "falhando".

"A intensidade dos sintomas pode variar de acordo com a gravidade da lesão. Algumas pessoas conseguem realizar atividades normalmente, enquanto outras sentem dores mesmo com pequenos movimentos", destaca o ortopedista.

Quem pode sofrer esse tipo de lesão?

Apesar de ser frequentemente associada ao futebol profissional, a lesão do ligamento cruzado anterior também pode atingir atletas amadores e até pessoas sedentárias após quedas ou acidentes.

Entre os fatores que aumentam o risco estão:

  • Fraqueza muscular;

  • Obesidade;

  • Sobrecarga de treinos;

  • Lesões prévias no joelho;

  • Hipermobilidade articular;

  • Idade avançada;

  • Joelho valgo (voltado para dentro).

Segundo o Dr. Marcos Cortelazo, aquecimento adequado, fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio e uso de calçados apropriados ajudam a reduzir os riscos.

A lesão sempre precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, sim. O ortopedista explica que o ligamento possui baixa capacidade de cicatrização espontânea, o que faz da cirurgia a principal forma de tratamento para atletas e pessoas fisicamente ativas.

"Geralmente, o tratamento cirúrgico só não é indicado para pacientes idosos, sem lesões associadas, que não realizam atividade física e com a estabilidade do joelho preservada", afirma.

O procedimento é realizado por videoartroscopia e utiliza enxertos retirados do próprio paciente para reconstruir o ligamento rompido.

Quanto tempo leva a recuperação?

A recuperação exige dedicação e acompanhamento profissional. Após a cirurgia, o paciente passa por um processo de fisioterapia focado inicialmente na recuperação dos movimentos e, posteriormente, no fortalecimento da musculatura.

Atualmente, graças aos avanços nas técnicas cirúrgicas e de reabilitação, muitos atletas conseguem retornar ao mesmo nível de desempenho anterior.

"O tempo médio de recuperação para o retorno à atividade competitiva gira em torno de seis a oito meses, mas pode variar de acordo com cada caso", explica Dr. Marcos Cortelazo.

Por isso, médicos alertam que apressar o retorno aos gramados pode aumentar significativamente o risco de novas lesões, tornando a recuper

Sport Life
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