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Casos de 'norovírus' aumentam em Salvador, aponta análise

Análise foi realizada no laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia; veja sintomas

10 mai 2022 14h30
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Virologista identificou novos casos do norovírus em Salvador
Virologista identificou novos casos do norovírus em Salvador
Foto: Reprodução/TV Globo

Os casos registrados do norovírus vêm aumentando em Salvador (BA), de acordo com amostras analisadas pelo laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Segundo o virologista do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA, Gúbio Soares - que foi quem identificou o vírus na cidade -, entre o fim de abril e a primeira semana de maio, das 35 amostras examinadas, ao menos 15 testaram positivo. 

O norovírus é altamente contagioso e pode ser transmitido pela comida ou água contaminadas, além de poder se espalhar através do contato com pessoas infectadas. O vírus provoca diarréia, vômitos, febre alta, dores no corpo e no estômago. 

Segundo Gubio, este vírus tem genoma RNA e já é conhecido mundialmente. "Ele acontece em vários países bastante desenvolvidos, como os EUA e o Japão. E em cruzeiros de navios é muito comum acontecer casos de norovírus, porque como todo mundo está confinado, basta que uma pessoa esteja infectada a bordo para passar para outra. Mas, as companhias já sabem e fazem o controle", afirma. 

Os sintomas do norovírus duram de um a três dias e surgem entre 24h a 48h após a infecção. De acordo com o virologista, o laboratório já havia identificado um grande surto do vírus na região em 2006. "Agora, algumas amostras de um hospital particular chegaram até nós, porque eles estavam fazendo testes para outro vírus, que deram negativo, e quando fizemos para norovírus deu positivo", alega. 

Segundo Gubio, cerca de 35% a 40% das amostras deram resultado positivo para o vírus: "Eu estive conversando com várias pessoas, que não procuraram o sistema de saúde, mas entraram em contato comigo dizendo que tiveram esses sintomas, então é altamente contagioso".

O virologista explica ainda que o norovírus é muito resistente a superfícies duras e sólidas, então é preciso fazer a limpeza com hipoclorito de sódio. Além disso, o vírus se espalha muito rápido por meio do vômito.

"Esse vírus atinge bebês recém-nascidos a pessoas de 100 anos, não tem faixa etária exclusiva, o perigo é a desidratação que ele pode causar. Então é sempre bom as pessoas infectadas usarem máscara, lavarem as mãos e não trabalharem em locais que têm contato com as pessoas enquanto tiverem com o norovírus", aconselha Gubio. 

Por telefone, a assessoria da Secretaria de Saúde informou ao Terra que o município não tem registro de casos desse vírus, por não ser uma doença de notificação obrigatória. Segundo a pasta, a cidade só faz notificação de vírus como esse em casos de surto e epidemia, o que alega que não é o caso.

 

 

 

 

 

Fonte: Redação Terra
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