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Anvisa anuncia novas regras para importação e manipulação de canetas emagrecedoras

De acordo com o órgão, as ações serão intensificadas com o apoio das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais

6 abr 2026 - 20h57
(atualizado às 21h08)
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Canetas emagrecedoras
Canetas emagrecedoras
Foto: Tatsiana Volkava

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira, 6, novas medidas para conter irregularidades envolvendo medicamentos injetáveis de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. De acordo com o órgão, as ações serão intensificadas com o apoio das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, além de agências reguladoras internacionais.

Entre as medidas previstas, divididas em seis eixos, estão a revisão das normas do setor, a suspensão de autorizações de funcionamento de farmácias com irregularidades e o reforço na fiscalização de empresas importadoras de insumos farmacêuticos. Também está prevista a criação de um grupo de trabalho com entidades médicas e de saúde.

As iniciativas foram motivadas pelo aumento da manipulação irregular desses medicamentos, que têm como princípios ativos substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. Segundo levantamento da Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para esse tipo de manipulação é incompatível com o tamanho do mercado nacional.

Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a produção de cerca de 20 milhões de doses. Em 2026, a agência realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e empresas importadoras, resultando em oito interdições por problemas técnicos e falhas no controle de qualidade.

“A Anvisa tem intensificado as ações de fiscalização. Já foram proibidos a importação, o transporte, o armazenamento, a comercialização e o uso de produtos irregulares relacionados aos medicamentos de GLP-1”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle.

Riscos à saúde

A agência alerta que a compra irregular desses produtos pode expor pacientes a riscos como falhas na esterilização, deficiências no controle de qualidade e uso de insumos sem identificação de origem e composição.

De acordo com a Anvisa, desde janeiro deste ano, já foram publicadas 10 medidas proibindo a importação, comercialização e uso de produtos irregulares que contêm agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Fonte: Portal Terra
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