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Jovem diz que "quebrou o próprio olho" após chorar pela morte do cachorro

Esfregar os olhos durante o choro parece inofensivo, mas um caso inusitado mostra que esse hábito pode trazer consequências inesperadas.

12 jul 2026 - 16h00
(atualizado às 16h01)
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Perder um animal de estimação já é uma experiência dolorosa. Mas, poucos dias depois de se despedir do cachorro que esteve ao seu lado por sete anos, Alabama Jackson descobriu que o luto havia deixado uma consequência que ela jamais imaginou.

Tudo começou com a sensação de que havia um cisco preso no olho esquerdo.

Ela piscava repetidamente, tentava limpar a região, mas o incômodo não desaparecia. Ao olhar no espelho, levou um susto. O que parecia uma simples sujeira era, na verdade, uma bolha presa ao próprio globo ocular.

A jovem de 28 anos, que trabalha na área de redes sociais e mora no Reino Unido, contou que o problema surgiu poucos dias após a morte de Goober, um cão resgatado da raça dachshund que fazia parte da família desde filhote.

O cachorro sofria de doença do disco intervertebral (IVDD), condição que afeta a coluna e pode causar paralisia.

Com o agravamento do quadro e a perda da qualidade de vida, a família decidiu pela eutanásia, uma escolha que Alabama descreveu como extremamente difícil.

Nos dias seguintes, ela chorou com frequência e, sem perceber, passou a esfregar os olhos repetidamente para enxugar as lágrimas.

Foi esse hábito que acabou desencadeando um problema inesperado.

Um simples cisco que não era cisco

Quando o desconforto começou, Alabama acreditou que havia apenas um corpo estranho no olho. Como a sensação persistia, chegou a tentar removê-lo.

Foi então que percebeu que aquilo estava preso ao próprio olho.

Assustada, procurou um oftalmologista. Após examiná-la, o especialista explicou que ela havia desenvolvido um cisto conjuntival, uma espécie de bolha.

Segundo ele, no caso de Alabama, o problema provavelmente surgiu porque o atrito provocado ao esfregar os olhos fez com que a camada mais superficial que reveste o globo ocular se descolasse parcialmente, permitindo o acúmulo de líquido sob essa região.

Embora esse tipo de lesão possa ter diferentes causas, o médico associou o quadro ao excesso de atrito durante as crises de choro.

Esfregar os olhos
Esfregar os olhos
Foto: SaúdeLAB

Alabama Jackson e o cão Goober. Após esfregar os olhos a jovem desenvolveu um cisto conjuntival  / Crédito: Alabama Jackson

O tratamento precisou ser feito no consultório

Como o cisto continuava aumentando e causava bastante desconforto, o oftalmologista decidiu drená-lo.

Após aplicar anestesia local, utilizou uma agulha para retirar o líquido acumulado.

Apesar de não sentir dor durante o procedimento, Alabama contou que a experiência foi bastante estranha, já que conseguia ver a agulha se aproximando do olho.

A surpresa não terminou aí.

Depois de drenar a primeira lesão, o médico identificou outras duas menores na mesma região. Todas precisaram passar pelo mesmo procedimento.

O problema não chegou a comprometer gravemente a visão, mas deixava tudo levemente embaçado e provocava uma sensação constante de haver algo preso dentro do olho sempre que ela piscava.

As lágrimas continuaram e o problema voltou

Mesmo após o tratamento, o luto ainda fazia parte da rotina de Alabama. Ela continuou chorando pela perda de Goober e admite que, em alguns momentos, voltou a esfregar os olhos, que ainda estavam sensíveis.

Pouco tempo depois, o cisto conjuntival reapareceu.

Desta vez, ela preferiu aguardar algumas semanas para observar se a alteração desapareceria sozinha antes de repetir o procedimento.

Enquanto isso, passou a usar colírios lubrificantes e recebeu orientação para evitar ao máximo tocar ou esfregar os olhos.

Segundo ela, a presença do cisto faz com que as lágrimas fiquem acumuladas sobre a superfície ocular, aumentando o risco de infecções e favorecendo o surgimento de novos episódios.

Esfregar os olhos parece inofensivo, mas pode causar problemas

Muita gente faz esse movimento automaticamente quando está cansada, com alergia, irritação ou durante uma crise de choro intensa. Embora normalmente isso não provoque consequências graves, o atrito repetitivo pode machucar estruturas delicadas da superfície ocular.

Além de favorecer pequenas lesões, esfregar os olhos pode piorar inflamações, facilitar infecções e agravar algumas doenças da córnea em pessoas predispostas.

Quando há sensação persistente de corpo estranho, dor, vermelhidão intensa, visão embaçada ou qualquer alteração visível no olho, o mais indicado é procurar avaliação médica em vez de insistir em esfregar a região ou tentar retirar algo por conta própria.

Em entrevista à revista Newsweek, Alabama contou que decidiu compartilhar sua experiência como um alerta para outras pessoas.

Bem-humorada, ela brincou que havia "quebrado o próprio olho" depois de esfregá-lo repetidamente enquanto chorava pela morte de Goober.

Para ela, a dor pela perda do cachorro já era grande o suficiente, e jamais passou pela cabeça que um gesto tão comum durante o choro pudesse resultar em um problema ocular tão desconfortável.

Leitura Recomendada: Ela sonhou que uma pinta era câncer. Ao procurar um médico, veio a surpresa

Fonte: SaúdeLAB
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