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‘Canetas emagrecedoras’ do Paraguai não são equivalentes aos medicamentos do Brasil, alerta Anvisa

Agência informa ser falso que testes comprovem a equivalência de canetas contrabandeadas com as registradas no Brasil

8 jul 2026 - 19h11
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Anvisa desmente informação que circula nas redes sociais sobre canetas emagrecedoras contrabandeadas
Anvisa desmente informação que circula nas redes sociais sobre canetas emagrecedoras contrabandeadas
Foto: Reprodução/Anvisa

É falsa a informação de que testes laboratoriais comprovam a equivalência de canetas emagrecedoras contrabandeadas com produtos do mesmo tipo registrados no Brasil. É o que anunciou Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em comunicado emitido na segunda-feira, 6.

Segundo a agência, para que seja garantida a equivalência de um medicamento com outro são necessários testes específicos para assegurar concentrações e características idênticas. E isso deve ser feito em um centro de bioequivalência credenciado, com responsabilidade de avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo.

“Os testes precisam avaliar se o medicamento funciona da mesma forma quando é aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado”, explica a Anvisa.

O que aconteceu?

Circulou nas redes sociais a informação falsa de que testes teriam comprovado a equivalência entre as canetas emagrecedoras do Paraguai com as registradas no Brasil. No caso, como esclarece a Anvisa, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realmente fez testes em medicamentos contrabandeados – mas não estudos de equivalência. 

Além disso, o CIATox não é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil, nem faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde. 

“As empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp NÃO foram avaliadas na linha de produção, o que afeta diretamente a qualidade do produto final. E NÃO foram avaliadas pela Anvisa, que não teve acesso aos laudos nem às metodologias, quanto à certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), etapa essencial para assegurar a qualidade da fabricação de medicamentos”, afirmou a agência.

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Fonte: Portal Terra
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