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Anestesista é médico? Entenda a profissão e os custos da anestesia

O trabalho do anestesista costuma despertar curiosidade por envolver alta responsabilidade, boa remuneração e presença obrigatória em cirurgias de diferentes portes. Entenda todos os aspectos do ofício.

11 fev 2026 - 08h02
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O trabalho do anestesista costuma despertar curiosidade por envolver alta responsabilidade, boa remuneração e presença obrigatória em cirurgias de diferentes portes. Atualmente, a especialidade segue sendo uma das mais procuradas na área da saúde. Ao mesmo tempo, ela gera dúvidas sobre formação acadêmica, ganhos mensais e forma de cobrança em hospitais e planos de saúde.

Em linguagem simples, o anestesista é o profissional que monitora o paciente antes, durante e logo após o procedimento cirúrgico. Assim, ele controla dor, pressão arterial, ritmo cardíaco, respiração e reação aos medicamentos. Isso faz com que sua atuação seja estratégica tanto em cirurgias eletivas quanto em atendimentos de urgência, o que impacta diretamente na sua rotina de trabalho e no valor que recebe.

Para atuar como médico anestesista no Brasil, a formação obrigatória é em medicina – depositphotos.com / birdlkportfolio2559@hotmail.com
Para atuar como médico anestesista no Brasil, a formação obrigatória é em medicina – depositphotos.com / birdlkportfolio2559@hotmail.com
Foto: Giro 10

O anestesista tem boa remuneração no Brasil?

A remuneração do anestesista é alta quando comparada à média geral dos profissionais de saúde. Em muitas cidades brasileiras, o ganho mensal pode variar conforme tipo de vínculo, carga horária, região e complexidade dos procedimentos. Profissionais que atuam em grandes centros, em hospitais privados de referência e em cirurgias de maior risco tendem a receber valores mais elevados por plantão ou por procedimento.

É comum que o anestesista seja remunerado de três formas principais: por salário fixo (em hospitais ou clínicas), por plantão e por ato anestésico. Em alguns casos, o profissional concilia mais de uma modalidade, o que amplia o rendimento total. Plantões noturnos, fins de semana e feriados geralmente têm valor maior, assim como procedimentos de alta complexidade, que demandam monitorização intensiva e uso de técnicas específicas.

Alguns fatores costumam influenciar diretamente o quanto um anestesiologista recebe ao final do mês:

  • Região do país: capitais e grandes centros costumam pagar mais que municípios pequenos.
  • Tipo de instituição: hospitais privados e centros cirúrgicos especializados tendem a oferecer valores superiores aos de serviços públicos.
  • Volume de cirurgias: quanto maior a demanda de procedimentos, maior a possibilidade de ganhos por ato anestésico.
  • Subespecialização: atuação em áreas como anestesia pediátrica, cardiológica ou para cirurgias de grande porte pode ter remuneração diferenciada.

O anestesista precisa ser formado em medicina ou enfermagem?

Para atuar como médico anestesista no Brasil, a formação obrigatória é em medicina. O caminho começa com a graduação em Medicina, com duração média de seis anos, seguida de residência médica em Anestesiologia, que costuma durar três anos. Após esse período, o profissional pode fazer provas de título e se registrar como especialista.

Profissionais de enfermagem podem trabalhar na área de centro cirúrgico, recuperação anestésica e cuidados perioperatórios, mas não exercem a função de médico anestesista. O enfermeiro pode, por exemplo, preparar materiais, acompanhar sinais vitais, auxiliar no posicionamento do paciente e colaborar na segurança do procedimento, sempre sob supervisão e em parceria com a equipe médica.

De forma resumida, a divisão de funções costuma seguir esta lógica:

  1. Médico anestesista: avalia o paciente, indica o tipo de anestesia, prescreve medicamentos, executa o ato anestésico e responde legalmente pelos cuidados anestésicos.
  2. Enfermeiro de centro cirúrgico ou recuperação anestésica: presta assistência de enfermagem, organiza o ambiente, monitora parâmetros conforme protocolos e auxilia na transição entre sala de cirurgia e recuperação.
  3. Técnico de enfermagem: executa atividades sob supervisão do enfermeiro, ajudando no preparo do paciente e na checagem de equipamentos.

Por que muitos planos cobram anestesista por fora?

A cobrança do anestesista de forma separada do restante da cirurgia é uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes e familiares. Em muitos casos, o honorário do profissional é tratado como um serviço independente, com tabela própria, o que pode gerar pagamento adicional, mesmo quando o plano de saúde cobre o procedimento cirúrgico principal.

Existem alguns motivos práticos para isso. Um deles é que a Anestesiologia possui tabelas específicas de honorários, muitas vezes baseadas em pontos que levam em conta tipo de cirurgia, tempo estimado, risco e necessidade de monitorização intensiva. Além disso, não é raro que o médico anestesista atue como profissional autônomo ou em cooperativas, negociando diretamente com hospitais, clínicas e operadoras de saúde.

Algumas situações em que a cobrança do anestesista pode ocorrer separadamente incluem:

  • Diferença entre a tabela do plano e a tabela do anestesista: o plano paga um valor, mas o profissional pratica outro, cabendo ao paciente pagar a diferença, quando aceita.
  • Planos com cobertura reduzida: algumas modalidades mais básicas oferecem reembolso parcial, e o paciente acerta diretamente com o anestesista.
  • Cirurgias realizadas fora da rede credenciada: em casos de escolha por equipe particular, a cobrança tende a ser individualizada.
Em muitos casos, o honorário do anestesista é tratado como um serviço independente, com tabela própria, o que pode gerar pagamento adicional, mesmo quando o plano de saúde cobre o procedimento cirúrgico principal – depositphotos.com / gpointstudio
Em muitos casos, o honorário do anestesista é tratado como um serviço independente, com tabela própria, o que pode gerar pagamento adicional, mesmo quando o plano de saúde cobre o procedimento cirúrgico principal – depositphotos.com / gpointstudio
Foto: Giro 10

Como o paciente pode se organizar em relação ao honorário do anestesista?

Para evitar surpresas financeiras, é comum que o paciente ou responsável se informe com antecedência sobre o valor do honorário anestésico, sempre que a cirurgia for programada. Esse contato pode ser feito com o hospital, com o consultório do cirurgião ou diretamente com a equipe de anestesia, dependendo da forma de organização local.

Algumas atitudes ajudam a ter mais clareza sobre o tema:

  1. Consultar o plano de saúde e verificar se há cobertura total, parcial ou apenas reembolso.
  2. Perguntar se o anestesista trabalha pela tabela da operadora ou se utiliza valores próprios.
  3. Solicitar orçamento por escrito, quando possível, principalmente em cirurgias eletivas.
  4. Verificar a possibilidade de parcelamento ou de negociação direta com o profissional ou cooperativa.

Assim, entender como o anestesista é formado, de que forma atua na equipe cirúrgica, como é remunerado e por que alguns planos fazem cobrança à parte ajuda a tornar o processo mais transparente. Esse tipo de informação contribui para que o paciente se prepare melhor, tanto do ponto de vista financeiro quanto em relação ao próprio cuidado com a saúde.

Giro 10
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