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8 motivos que explicam o crescimento da telemedicina híbrida

A telemedicina continua avançando no Brasil, impulsionada pela digitalização do setor de saúde e pela busca por mais eficiência no atendimento.

13 mai 2026 - 10h36
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Modelo que combina consulta online, exames presenciais e dados clínicos ganha força ao ampliar acesso, reduzir encaminhamentos e aumentar a segurança diagnóstica no país

A telemedicina continua avançando no Brasil, impulsionada pela digitalização do setor de saúde e pela busca por mais eficiência no atendimento. O país já ultrapassou 30 milhões de consultas remotas em 2023¹, segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar, consolidando o modelo como importante porta de entrada para o sistema de saúde.

Freepik
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Foto: Revista Malu

Com a maturidade do setor, porém, começam a surgir limitações operacionais do modelo exclusivamente remoto, especialmente em especialidades que exigem exames clínicos prévios para uma avaliação mais precisa. Nesse contexto, ganha força a telemedicina híbrida e que combina consulta online com suporte presencial como uma evolução natural do cuidado.

"A consulta digital amplia o acesso, mas, em determinadas áreas médicas, a ausência de exames prévios limita a capacidade diagnóstica. Sem dados clínicos estruturados, o especialista trabalha com maior grau de incerteza", afirma Iseli Yoshimoto Reis, CEO da Kure.

Veja por que esse formato está em alta:

1. A telemedicina é um excelente ponto de partida no cuidado

A telemedicina trouxe praticidade e ampliou o acesso à saúde, sendo especialmente eficaz para demandas de menor complexidade, como orientações iniciais, acompanhamento de sintomas e renovação de receitas. Em muitos casos, ela funciona como uma porta de entrada ágil para o sistema de saúde. Quando há necessidade de avaliação clínica mais detalhada ou exames complementares, a integração com o atendimento presencial permite aprofundar a análise e aumentar a precisão diagnóstica, tornando o cuidado mais completo e eficiente.

2. A evolução do setor exige mais eficiência diagnóstica

Após uma primeira fase marcada pela expansão digital, o setor entra agora em um momento de maior maturidade, em que o foco passa a ser a qualidade do atendimento e a segurança diagnóstica e não apenas o volume de consultas.

3. Estudos mostram que integração é essencial

Pesquisa publicada na JMIR Formative Research (2026)² indica que a telemedicina é mais eficaz quando está conectada a uma estrutura física e a fluxos assistenciais organizados. Isso reforça que a tecnologia, sozinha, não é suficiente para garantir qualidade no cuidado.

4. Especialidades dependentes de exame são diretamente beneficiadas

Áreas como oftalmologia, cardiologia e otorrinolaringologia dependem de informações clínicas para condução adequada do diagnóstico. A integração entre dispositivos diagnósticos e plataformas digitais torna o cuidado mais completo e eficiente.

5. Especialidades dependentes de exame são diretamente impactadas

Áreas como oftalmologia, cardiologia e otorrinolaringologia exigem dados clínicos para conduzir o atendimento. Com a telemedicina híbrida, esses exames passam a fazer parte da jornada, tornando o processo mais eficiente.

6. Ampliação do acesso com mais qualidade

O modelo híbrido tem forte aplicação em regiões remotas e periferias urbanas, onde há escassez de especialistas. A combinação entre exame local e consulta remota amplia o acesso com maior qualidade assistencial.

7. Redução de encaminhamentos desnecessários

Com mais dados disponíveis desde o início do atendimento, o médico consegue resolver mais casos já na primeira consulta, evitando encaminhamentos desnecessários para hospitais ou especialistas.

8. Ampliação do acesso em regiões com pouca estrutura

O modelo híbrido tem grande potencial em áreas remotas e periferias urbanas, onde há escassez de especialistas. A combinação entre exame local e consulta remota amplia o acesso e melhora a qualidade do atendimento.

O que esperar daqui para frente?

A telemedicina entra em uma nova fase no Brasil. Se antes o foco estava na ampliação do acesso, agora a prioridade passa a ser garantir qualidade, eficiência e segurança diagnóstica. Mais do que expandir o volume de atendimentos, o desafio está em estruturar um modelo capaz de oferecer resolutividade e uso mais racional dos recursos do sistema de saúde.

"Não basta ampliar consultas remotas. É necessário garantir segurança diagnóstica e uso racional dos recursos. A conectividade é essencial, mas precisa estar associada a equipamentos, protocolos clínicos e integração territorial", afirma Iseli.

Segundo a executiva, a telemedicina exclusivamente remota segue sendo eficaz para demandas de baixa complexidade, como orientação clínica inicial e atualização de receituário. No entanto, apresenta limitações em especialidades que dependem de exames prévios para uma avaliação mais precisa.

"A consulta digital amplia o acesso, mas, em determinadas áreas médicas, a ausência de exames prévios limita a capacidade diagnóstica. Sem dados clínicos estruturados, o especialista trabalha com maior grau de incerteza. A tendência é que modelos híbridos se consolidem como o novo padrão, integrando tecnologia e atendimento presencial para oferecer um cuidado mais completo", finaliza.

Referência:

  1. https://fenasaude.org.br/
  2. https://ancd.org.br/medicina-on-line-avanca-e-chega-a-30-milhoes-de-consultas-no-pais/
Revista Malu Revista Malu
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