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5 sinais para saber se sua dor de garganta precisa de antibiótico

Entenda as diferenças entre infecções virais e bacterianas e saiba por que a automedicação pode piorar a resistência das bactérias no seu corpo

4 fev 2026 - 20h28
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Acordar com aquela sensação de "arranhado" ou dificuldade para engolir é o primeiro sinal de que algo não vai bem.

Dor de garganta: viral ou bacteriana?
Dor de garganta: viral ou bacteriana?
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

No entanto, o maior erro cometido nessas horas é correr para a caixa de antibióticos guardada no armário.

Segundo uma pesquisa do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), em quase 88% dos hospitais brasileiros, o uso desses remédios ainda ocorre por "tentativa e erro".

Dor de garganta: viral ou bacteriana?

O uso desnecessário de antibióticos não cura infecções virais e ainda fortalece bactérias resistentes.

Para te ajudar a agir de forma segura, o otorrinolaringologista Dr. Fabrizio Romano explica como decifrar os sinais do seu corpo.

1. A intensidade da dor é "localizada" e aguda?

Nas infecções bacterianas, a dor tende a ser muito mais forte e concentrada em um ponto específico da garganta.

Se você sente que a dor é insuportável e dificulta até a ingestão de líquidos, o alerta liga para uma possível bactéria. Nas virais, a dor costuma ser mais difusa e leve.

Confira também: "Cinco crenças sobre câncer que podem atrapalhar o tratamento".

2. Há presença de febre alta?

Este é um divisor de águas.

  • Vírus: A febre, quando aparece, costuma ser baixa.

  • Bactérias: São frequentemente acompanhadas por febre alta (acima de 38,5°C) e um forte mal-estar generalizado, incluindo dores nas articulações.

3. Existem outros sintomas de resfriado?

Observe o "conjunto da obra". Se além da dor de garganta você apresenta coriza, congestão nasal e tosse, as chances de ser uma infecção viral são altíssimas.

Antibióticos não matam vírus; nesses casos, o corpo precisa de repouso e hidratação para se recuperar.

4. Como está o aspecto da garganta?

Embora o diagnóstico final seja médico, a ausência de sintomas respiratórios (como tosse) associada a gânglios inchados no pescoço e pontos de pus nas amígdalas são sinais clássicos de que o antibiótico pode ser necessário.

Confira também: "Higiene do Sono 2.0: por que dormir bem é a nova prioridade médica".

5. Qual é a duração dos sintomas?

  • Aguda: Dura alguns dias e geralmente resolve-se com suporte (hidratação e anti-inflamatórios).

  • Crônica: Se a dor persiste por semanas ou meses, o problema pode ser outro (como refluxo ou irritação por poluição) e o uso de antibiótico seria inútil e prejudicial.

Como tratar sem exageros?

Para a maioria dos casos (virais), a estratégia deve ser o alívio do desconforto enquanto o sistema imune trabalha. Dr. Fabrizio recomenda:

  • Hidratação constante: Protege as mucosas.

  • Repouso e silêncio: Evitar o esforço vocal ajuda na recuperação.

  • Cuidado Proporcional: Muitas pastilhas são apenas anestésicas e o efeito passa rápido. O ideal é buscar soluções que contenham anti-inflamatórios (como o Flurbiprofeno), que tratam a inflamação diretamente e oferecem alívio prolongado.

Veredito: Se a dor for intensa, a febre for alta e não houver sinais de resfriado, procure um médico. Nunca se automedique com antibióticos.

Saúde em Dia
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