Rumo ao Oscar 2026: 9 curiosidades sobre Wagner Moura
Premiado com o Globo de Ouro, Wagner vive em Los Angeles, é politizado e tem projetos cinematográficos sobre personagens latino-americanos.
Consagrado em O Agente Secreto, Wagner é o primeiro ator brasileiro a ser indicado ao Oscar: saiba mais sobre ele!
Primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar, Wagner Moura vem construindo uma carreira de sucesso na dramaturgia. Ele começou a atuar no teatro antes de enveredar para o cinema e para a TV, onde virou mania nacional na pele do ambicioso Olavo, um dos protagonistas de Paraíso Tropical, novela da Globo, de 2007, escrita por Gilberto Braga e Ricado Linhares.
Da produção brasileira à cerimônia de premiação cinematográfica mais prestigiada do mundo, menos de 20 anos se passaram: em 15 de março de 2026, Wagner estará no Dolby Theatre, em Los Angeles, cidade onde mora, para concorrer ao Oscar de melhor ator ao lado de, entre outros, Leonardo Di Caprio e Timothée Chalamet, que disputam na mesma categoria.
O que lhe valeu essa indicação foi sua excelente performance em O Agente Secreto, filme do cineasta Kleber Mendonça Filho, no qual interpreta um professor que, para escapar de um passado traumático, decide trocar São Paulo por Recife a fim de começar um novo capítulo de sua história. O único problema é que, em plena década de 70, esse passado o reencontra e ele passa a ser perseguido por agentes do regime militar. Conheça agora nove curiosidades sobre a vida e a trajetória profissional de Wagner Moura:
1 - Tempero baiano
Aos 49 anos, Wagner nasceu em Salvador, mas passou boa parte da infância em Rodelas, município encravado no interior baiano. Filho de uma dona de casa e de um sargento da Aeronáutica apaixonado por livros, ele tem uma irmã mais nova, Lediane, que é médica. Foi em Salvador, para onde regressou na adolescência, que ele começou a se interessar por teatro. Em 2000, subiu aos palcos para engrossar o elenco da peça A Máquina, junto com os amigos Lázaro Ramos e Vladimir Brichta.
2 - Ponta em filme com Penélope Cruz
Na comédia romântica Sabor da Paixão, de 2000, Wagner defendeu um pequeno papel. A estrela do filme é a atriz espanhola Penélope Cruz, que contracenou com Murilo Benício e Harold Perrineau. Aliás, antes mesmo de aportar na telinha, Wagner brilhou no cinema. Isso porque, ele participou de Abril Despedaçado (2001), As Três Marias (2002), Carandiru (2003) e Deus é Brasileiro (também de 2003).
3 - Wagner e Camila: dupla explosiva!
Na Globo, o ator esteve em duas séries: Sexo Frágil (2003) e JK (2006). Mas foi na pele do bandido de Paraíso Tropical que ele se notabilizou junto ao grande público. Na trama do horário das nove, Wagner e Camila Pitanga protagonizaram um casal inesquecível: o empresário inescrupuloso Olavo e a prostituta Bebel, que mantinham um romance secreto. O talento e a química da dupla geraram uma consequência curiosa: eles acabaram fazendo mais sucesso do que os próprios protagonistas.
4 - Capitão Nascimento
Também em 20007, Wagner escalou ainda mais na carreira ao interpretar o controvertido anti-herói capitão Nascimento em Tropa de Elite, filme do cineasta José Padilha. O filme faturou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, em 2008, e ganhou uma continuação, também estrelada pelo ator: Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de 2010. No entanto, o ator e José Padilha acabaram se afastando, uma vez que abraçam convicções políticas opostas.
5 - Fama internacional
Wagner conquistou fama internacional em 2013 na ficção científica Elysium, contracenando com Matt Damon, Jodie Foster e Alice Braga. Depois, ele foi escalado para a série Narcos, da Netflix, para viver o narcotraficante Pablo Escobar. O desempenhou lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Mas a estatueta só veio mesmo neste ano: no dia último dia 11, o ator brasileiro levou para casa o Globo de Ouro de melhor ator de drama por O Agente Secreto. Antes disso, ele já havia faturado prêmios em outros festivais pelo mesmo filme de Kleber Mendonça Filho: melhor ator em Cannes, e melhor ator principal pelo New York Critics Circle Awards.
6 - Também é diretor
Além de brilhar como ator, Wagner Moura também dá o recado na direção. Em 2019, dirigou Marighella, filme estrelado por Seu Jorge e lançado somente em 2021 por causa da pandemia. Marighella mostra a vida desse guerrilheiro, que lutou contra a ditadura. Além disso, na série Narcos, Wagner também chegou a dirigir alguns episódios. Desde que encarnou Pablo Escobar, a carreira internacional do ator baiano ganhou uma projeção ainda maior. Antes de O Agente Secreto, ele esteve no elenco de Guerra Civil (2024) e Sergio (2019), drama autobiográfico sobre o diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello, que morreu num ataque terrorista em 2003.
7 - Sobe o som!
Além de ator e diretor, Wagner também se arrisca na música. Ainda na adolescência, fundou uma banda experimental em Salvador chamada Sua Mãe, da qual é vocalista. No repertório, uma fusão inusitada de rock inglês com canções bregas brasileiras. A banda, que tem página no Instagram, não é tão ativa, mas segue até os dias de hoje. Na página da banda, inclusive, é possível assistir a alguns vídeos de Wagner no vocal, acompanhado dos demais integrantes.
8 - Muito discreto
O astro de O Agente Secreto mantém sua vida pessoal afastada dos holofotes. Não por acaso, ele não tem redes sociais. É casado há 25 anos com a jornalista, fotógrafa e cineasta Sandra Delgado, que conheceu na faculdade de jornalismo em Salvador - o ator completou o curso e exerceu bem pouco a profissão, trocando as notícias pela dramaturgia. O casal tem três filhos: Bem, 19 anos, Salvador, 15 anos, e José, 13 anos. A família vive em Los Angeles. Em entrevista à revista Marie Claire, em 2020, o ator confidenciou a emoção de ser pai: "Os dias mais felizes da minha vida foram quando meus filhos nasceram".
9 - Posição política
Wagner não esconde de ninguém seu posicionamento político: ele é de esquerda e crítico contundente do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na mesma entrevista à Marie Claire, o ator chegou a comentar que pretende dirigir produções ou atuar em filmes que retratem personagens latino-americanos capazes de derrubar os próprios estereótipos, ou seja, as ideias preconcebidas às quais esses personagens estão atrelados. Ele acredita que seria uma forma de revistar histórias oficiais. Na plateia, a gente aplaude!