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Psicóloga alerta: metas podem te esgotar; veja os sinais

Excesso de cobranças e objetivos irreais no início do ano podem gerar ansiedade, frustração e queda da autoestima

13 jan 2026 - 14h54
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Criar metas no começo do ano é quase um ritual coletivo. Emagrecer, mudar de carreira, economizar dinheiro, ter uma rotina perfeita.

Metas que pressionam demais não motivam, esgotam
Metas que pressionam demais não motivam, esgotam
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Mas o que começa como motivação pode rapidamente se transformar em cansaço mental e sentimento de fracasso e a ciência explica por quê.

Dados da American Psychological Association mostram que cerca de 43% das pessoas abandonam suas metas ainda em janeiro, e apenas uma pequena parcela consegue mantê-las até o fim do ano. O problema, segundo especialistas, não está na falta de força de vontade, mas no tipo de meta que se cria.

Quando a meta vira fonte de esgotamento emocional

A psicóloga Dra. Andrea Beltran explica que metas muito amplas, idealizadas ou desconectadas da rotina real ativam no cérebro um mecanismo de ameaça.

"Há uma euforia coletiva no início do ano que incentiva promessas rápidas. Mas metas irreais fazem a pessoa sentir, inconscientemente, que não vai conseguir cumprir — e isso derruba a motivação logo no começo", afirma.

Segundo ela, quando a meta entra em conflito com tempo, energia, saúde mental ou contexto financeiro, a desistência costuma ser interpretada como incapacidade pessoal, o que afeta diretamente a autoestima.

Sinais de que suas metas estão te esgotando

Alguns alertas comuns de que o planejamento virou pressão emocional:

  • Sensação constante de culpa por "não estar fazendo o suficiente"

  • Ansiedade ao pensar na lista de metas

  • Autocrítica excessiva após pequenos deslizes

  • Comparação frequente com versões idealizadas de si mesmo

  • Vontade de desistir de tudo após poucos dias

"O discurso do 'novo eu' pode ser cruel", alerta a psicóloga. "A pessoa se compara com uma ideia ideal, não com a própria realidade."

Micro-hábitos: menos pressão, mais resultado

Pesquisas da Universidade de Stanford e da Dominican University of California indicam que micro-hábitos — pequenas ações diárias de baixo esforço — têm mais chance de gerar mudanças duradouras e preservar o bem-estar emocional.

"Planejar de forma saudável é reconhecer limites, criar etapas e aceitar ajustes. Metas não deveriam pressionar, mas orientar", reforça Andrea.

Trocar "vou mudar tudo" por "o que consigo sustentar hoje?" é um passo importante para reduzir o desgaste mental.

Rever metas não é fracassar é autocuidado

A especialista recomenda revisar as resoluções ainda em janeiro e adaptá-las à realidade atual. Longe de ser desistência, esse movimento é um gesto de cuidado consigo mesmo.

Em um cenário de cobrança constante por produtividade e autotransformação, aprender a criar metas gentis pode ser a diferença entre um ano de frustração e um processo de mudança mais leve, possível e saudável.

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