Confira alimentos que vão ajudar a reduzir a gordura no fígado
Estudo indica que o amido resistente, presente em diversos alimentos, pode ajudar a reduzir a gordura no fígado e melhorar a saúde intestinal
A esteatose hepática (hoje muitas vezes chamada de MASLD, antes NAFLD) é o acúmulo de gordura nas células do fígado associado a fatores metabólicos, como resistência à insulina, ganho de peso abdominal e sedentarismo. O problema é que, na maioria das vezes, ela avança em silêncio - e, quando progride, pode abrir caminho para inflamação e fibrose.
O estudo que colocou o amido resistente no radar
Pesquisadores acompanharam cerca de 200 pessoas por 4 meses, comparando a dieta habitual com uma estratégia que incluía porções diárias de amido resistente - um tipo de carboidrato que chega quase "inteiro" ao intestino e serve de alimento para bactérias benéficas. Resultado: o grupo que consumiu amido resistente teve queda maior no conteúdo de gordura no fígado e alterações positivas na microbiota intestinal e em marcadores metabólicos.
Por que o amido resistente pode ajudar
O amido resistente funciona como um "prebiótico" natural: ele alimenta microrganismos que produzem compostos associados a menor inflamação e melhor sensibilidade à insulina - dois pontos-chave quando o objetivo é reduzir o acúmulo de gordura hepática.
Onde ele aparece no prato (sem complicação)
Você encontra amido resistente em alimentos do dia a dia, como:
- Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
- Banana verde (biomassa/farinha);
- Batata e arroz (especialmente quando cozidos e depois resfriados, como em preparos para a semana).
A ideia não é "viver disso", e sim somar pequenas porções com constância, dentro de uma alimentação equilibrada.
O combo que mais protege o fígado na rotina
Além do amido resistente, um padrão alimentar mais protetor costuma priorizar:
- Vegetais (incluindo crucíferos como brócolis e couve-flor);
- Frutas (especialmente as ricas em antioxidantes);
- Gorduras boas (como azeite e fontes de ômega-3);
- E menos ultraprocessados, açúcar em excesso e álcool, que sobrecarregam o metabolismo.
Menopausa e fígado: atenção extra
Uma revisão em Endocrine Reviews destacou que a queda do estrogênio na menopausa se relaciona a maior risco e piora de quadros de gordura no fígado em mulheres, reforçando a importância de olhar para alimentação, composição corporal e hábitos de forma ainda mais estratégica nessa fase.
No fim das contas, cuidar do fígado passa menos por soluções radicais e mais por escolhas possíveis, repetidas dia após dia. Ajustar o prato, dar espaço a alimentos que nutrem o intestino, reduzir excessos e movimentar o corpo são gestos simples que, juntos, têm impacto real na saúde metabólica. O fígado responde à constância - e quando recebe esse cuidado contínuo, devolve mais energia, equilíbrio e proteção para todo o organismo.