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Por que a gravidez muda até os cuidados com a pele? Entenda o que reavaliar no skincare

Mudanças hormonais, olfato sensível e a chegada do bebê fazem gestantes adaptarem o uso de cosméticos durante e após a gravidez

30 set 2026 - 08h26
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Resumo
Durante a gravidez, alterações hormonais afetam a pele, provocando melasma, acne e ressecamento, o que exige adaptações no skincare. Para garantir a segurança do bebê, ativos como retinoides e ácidos fortes devem ser suspensos, priorizando-se fórmulas suaves, hidratação profunda e ácido azelaico. O uso contínuo de protetor solar torna-se indispensável para conter manchas, sendo fundamental consultar um dermatologista para personalizar a rotina com produtos liberados nesse período.

A chegada de um bebê transforma profundamente o corpo da mulher. Durante a gestação e nos primeiros meses do pós-parto, alterações hormonais, oscilações na pele, olfato aguçado e a intensa rotina de amamentação fazem com que produtos de uso diário precisem passar por uma reavaliação completa.

Entenda por que a gravidez exige mudanças no skincare. Confira as dicas da dermatologista para cuidar da pele sensível, lidar com cheiros e praticidade no puerpério
Entenda por que a gravidez exige mudanças no skincare. Confira as dicas da dermatologista para cuidar da pele sensível, lidar com cheiros e praticidade no puerpério
Foto: Canva Equipes/goldenKB de Getty Images / Bons Fluidos

Nesse sentido, a brasileira está cada vez mais atenta às próprias necessidades nesse período. Segundo o que Alex Rebelo, gerente de trade marketing da Cottonbaby, contou ao portal 'iG', a postura das consumidoras mudou e elas buscam entender melhor o que aplicam na pele.

Como os hormônios alteram o comportamento da pele

Entre as transformações mais visíveis do período gestacional estão as reações da pele. As flutuações hormonais podem disparar a oleosidade, causar manchas de pigmentação ou tornar a pele extremamente reativa — a ponto de cosméticos antes bem aceitos começarem a causar ardência.

A dermatologista Paula Sian ressaltou ao veículo que não existe uma fórmula única para todas as grávidas. "Durante a gestação, a pele pode responder de maneira diferente por causa das alterações hormonais. Algumas mulheres percebem aumento da oleosidade, outras ficam mais sensíveis ou apresentam mudanças na pigmentação. Por isso, não existe uma rotina única que funcione para todas. O mais importante é observar a resposta da pele e priorizar cuidados básicos, sem excesso de produtos", esclareceu a médica.

A especialista ainda alertou sobre a importância de revisar os produtos de uso contínuo com um médico. "A gestação é um momento adequado para rever a rotina de skincare e os produtos de uso corporal. Não é necessário criar uma sequência longa de cuidados, mas é importante avaliar se aquilo que já era utilizado continua adequado para esse período. Quando existe dúvida sobre algum ativo ou tratamento, a orientação é conversar com o dermatologista em vez de simplesmente manter ou suspender produtos por conta própria", complementou.

Olfato apurado da gestação e a busca por fórmulas

Por outro lado, o enjoo e a sensibilidade a cheiros fortes também influenciam diretamente a escolha dos cosméticos. Fragrâncias marcantes que antes passavam despercebidas podem desencadear episódios graves de náusea.

Para Sian, a ausência de perfume não afeta a qualidade do tratamento: "Cheiro não é sinônimo de eficácia. Durante a gestação, algumas mulheres ficam mais incomodadas com determinadas fragrâncias e, em peles sensíveis, fórmulas muito perfumadas também podem causar desconforto. A escolha deve considerar a tolerância individual e a simplicidade da composição, principalmente quando a pele já apresenta algum grau de irritação".

Praticidade ganha força no puerpério

Após o nascimento do bebê, a rotina muda drasticamente. Entre mamadas, noites mal dormidas e consultas médicas, rotinas longas e trabalhosas perdem espaço para produtos práticos e funcionais.

O acompanhamento da saúde materna no pós-parto também é um ponto de atenção reforçado pelo Ministério da Saúde, garantindo o suporte à mulher na prevenção de complicações.

Como destaca Alex Rebelo, o mercado de cosméticos vem olhando com mais carinho para essa fase: "O que percebemos é a procura por soluções que façam sentido para necessidades específicas desse período e que possam ser incorporadas ao dia a dia sem criar mais uma obrigação para a mulher. Durante muito tempo, grande parte da atenção esteve concentrada nos produtos para o bebê. Hoje, vemos mais espaço para falar também sobre quem está cuidando e sobre as mudanças, desconfortos e necessidades que a própria mulher vivencia nesse período", conclui.

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