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Não basta ser pai, tem que participar

7 mar 2018
16h06
atualizado em 12/3/2018 às 14h30
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Créditos de imagem: dagon_.

Foto: Mãe com Prosa

Definitivamente o mundo está mudando. Hoje cedo, fui levar a Isabela para a escola e na porta da classe tinha um pai dando tchau para a filha de três anos. Hoje era um dia especial. Pela primeira vez, ela ia sem fralda para a escola. Quando nos viu chegar, a menina logo foi exibindo a calcinha de bolinhas. E o pai não aguentou: começou a chorar, emocionado, pela conquista da filha. Achei tão bonito! Ele nem tentou disfarçar. Ainda disse: nossa, me emocionei! Acabei chorando junto. Afinal, a minha pequena também deixou a fralda há poucos dias e, embora pareça a coisa mais normal do mundo, é um rito de passagem dos mais marcantes.

Fiquei pensando: puxa, o mundo realmente está mudando. Em primeiro lugar, ver um homem chorar, sem ter vergonha de mostrar sua sensibilidade, já me parece um avanço incrível. Afinal, quem é pai hoje, fatalmente cresceu ouvindo que "homem não chora". Além disso, cada vez mais vejo os pais participarem da rotina dos filhos, levando e buscando na escola ou mesmo comparecendo às reuniões periódicas. Ok, as mães ainda são maioria. Mas, o que é bacana perceber é que eles não estão lá apenas cumprindo uma "função" ou "substituindo" as mães que, eventualmente, tiveram outro compromisso.

Quem tem mais de 40 se lembra da antiga propaganda de Gelol: "não basta ser pai, tem que participar". Quem não se lembra, confira abaixo:

Dois aspectos me chamam atenção nesse filme: logo no início, é o filho que insiste para o pai levantar e levá-lo ao jogo. Super saudável a gente ver o menino todo responsável e motivado para participar do campeonato. Algo para se refletir em tempos em que os pais enchem a agenda dos filhos de atividades, sem que eles verdadeiramente queiram ou se animem para fazer nada. E aí, o que acontece é o inverso: a criança tentando dormir e os pais insistindo para que eles compareçam ao jogo.

O meu segundo ponto é que, se quando a propaganda foi criada, o pai era aquele que participava do jogo de futebol dos meninos. Hoje, ele tem cartão verde e se envolve afetivamente com o dia-a-dia dos filhos, curtindo cada detalhe. Acho isso uma bela evolução para a humanidade e que não deixa de ser um ótimo presente para celebrar nesta Semana Internacional das Mulheres. O que acham?

dagon_

Mãe com Prosa

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