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After-hours mais antigo do Brasil, Hell's Club completa 15 anos

23 mar 2010 - 18h57
(atualizado às 19h01)
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Início dos anos 90, São Paulo abraça a música eletrônica, que mais tarde viraria mania em todo o país. Meia-noite, uma hora, duas, três da manhã, a balada corre solta, DJ's se sucedem em sets cada vez mais específicos e envolventes. Seis horas da manhã, o sol nasce e a festa, por fim, termina. Termina? Para muita gente ela começa ali mesmo.

Hell's Club, o primeiro after-hours brasileiro surgiu há 15 anos
Hell's Club, o primeiro after-hours brasileiro surgiu há 15 anos
Foto: Divulgação

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Há 15 anos surgia o primeiro after-hours do Brasil, evento promovido por clubes de música eletrônica justamente quando a noite termina. Com festas que começavam por volta das 5 horas da manhã, o Hell's Club, criado pelo DJ Pil Marques (hoje também produtor), começou no extinto Colúmbia, casa noturna dos Jardins, arrastando gente para a pista até o meio-dia.

Do Columbia, o Hell's foi para o Vegas, principal referência da noite do Baixo Augusta, onde está até hoje. Para a comemoração de seu 15º aniversário, Pil Marques organizou uma turnê pelo país, que já tem Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis confirmadas, além do lançamento de um DVD (que será comercializado no semestre que vem) com um documentário contando a saga desses 15 anos de existência do Hell's. Concebido em 1994 e parido em 1995 na esquina da rua Estados Unidos com a Augusta, onde funcionava o Columbia, nos Jardins, o Hell's Club mostra que está um adolescente no auge da forma, inspirando tantos outros afters que, juntos, fazem do dia noite na cidade.

Confira abaixo entrevista com o criador do primeiro after-hours do país, Pil Marques, que espera convidados hoje para a festa de aniversário no recém-inaugurado Lions, em São Paulo.

Terra Fale um pouco do público que frequenta um after-hours, quem chega num clube pela manhã e que diferença há desse público para o que vai às madrugadas dos clubes?

Pil Marques

Na verdade, o after começa às 5h. O público é bem eclético. Alguns chegam de outras festas e emendam no Hell's, outros preferem sair só para o after-hours. É uma balada democrática, na qual vários perfis diferentes interagem através da música eletrônica.

Qual e quando foi o primeiro after que você foi na vida? Curtiu?

O Hell's, em 1994, curti bastante, mas eu sou meio suspeito pra falar.

O Hell's Club surgiu em 1994. Ele foi um projeto pensado, ou simplesmente "aconteceu"?

Recebi um convite para continuar um projeto que já existia, mas a minha condição era dar uma cara nova. Foi assim que surgiu o Hell's. O foco da festa sempre foi a música, com a proposta de experimentar novas sonoridades.

Nesses 15 anos, qual foi o melhor e o pior momento do Hell's?

Os melhores foram muitos, mas acho que o mais legal de tudo isso foi a integração de diferentes tribos (de skatistas, artistas a profissionais liberais). O pior foi a falta de estrutura e suporte na fase do Columbia no final de 1998, que acabou deixando o projeto órfão por um tempo. Mas foi um grande desafio, que deu muito certo, todos estavam curiosos, a fim de novas experiências, e foi exatamente o que aconteceu. Um laboratório onde tudo era experimentado. O público de A a Z, todos ligados na nova música.

No Brasil, compensa financeiramente uma casa noturna investir num after hoje?

Em uma noite com o horário convencional se ganha muito mais dinheiro, o after é mesmo para um público mais específico.

Qual sua expectativa com essa turnê que começa agora dia 23?

Ansioso, para mostrar para o Brasil um pouco da cena underground de São Paulo.

Conte algum episódio, alguma noite ou acontecimento, que, por algum motivo, vai ficar de fora do DVD.

Na primeira parte do DVD temos alguns vídeos que foram criados especialmente para ele, outros são parte do repertório apresentado durante os quatro anos de residência no Vegas. A segunda parte virá no segundo semestre desse ano, num formato de documentário e estamos tendo bastante cuidado para não deixar nada de fora.

Olhando para a frente você enxerga mais 15 anos para o Hell's? Fale um pouco do futuro de seu filho, não só do futuro imediato (turnês, lançamento de DVD), mas a longo prazo.

É muito difícil fazer uma previsão, estamos pensando em um novo formato, mas isso ainda é segredo.

Como você descreveria o Hell's para uma pessoa que nunca esteve nele, que não sabe o que é?

Um lugar democrático, onde se houve boa música e se encontra pessoas realmente muito interessantes.

Fonte: Especial para Terra
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