Mulher é pega em viagem internacional após receber benefício por ansiedade debilitante na Inglaterra
Catherine Wieland recebeu R$ 160 mil alegando que não conseguia sair de casa
Uma mulher de 33 anos foi condenada por fraude após receber mais de R$ 160 mil em benefícios sociais no Reino Unido sob alegação de ansiedade debilitante enquanto levava uma rotina de viagens internacionais e passeios constantes.
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Catherine Wieland afirmou ao Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) que sofria de ansiedade incapacitante, o que a impediria de sair de casa. Com base nisso, passou a receber o chamado Pagamento de Independência Pessoal (PIP) a partir de 2021.
No entanto, durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Hove, em East Sussex, foram apresentadas provas de que ela viajou ao México, onde praticou surfe e tirolesa, além de frequentar parques de diversão e eventos no Reino Unido. Registros também mostraram gastos frequentes com salões de beleza, bares, restaurantes e compras no exterior.
Mesmo com esse padrão de vida, Wieland alegava não conseguir realizar atividades básicas sozinha, como cozinhar, se lavar ou sair desacompanhada. Após uma viagem, ela ainda pediu reavaliação do benefício, afirmando piora no quadro de saúde.
Imagens de vigilância, porém, a mostraram carregando sacolas e empurrando carrinhos em um centro comercial. Ao ser confrontada, disse: "Eu não sabia que não era permitido sair de casa", conforme o Daily Mail.
Na sentença, o juiz Joshua Swirsky afirmou: "Isto é pura e simples fraude. Não é um crime sem vítimas. É um crime contra outros membros da sociedade. Há apenas uma quantidade limitada de dinheiro destinada ao DWP para pessoas que realmente precisam. Seus crimes são agravados pelo uso que fez do dinheiro - saídas para bares e baladas, compras de roupas, levar seu filho para férias em Cancún".
A defesa afirmou que Wieland sofreu traumas na infância e violência doméstica. Segundo o advogado Daniel Frier, ela passou a depender dos pagamentos e "não queria que o dinheiro parasse". Ele acrescentou que ela estaria arrependida pelas ações.
Sem antecedentes criminais, ela recebeu uma pena de 28 semanas de prisão.