Câncer de boca: entenda como é a doença agressiva que matou filho de 14 anos de apresentador infantil
Doença atinge lábios, língua e gengivas; tabagismo, consumo de álcool e uso de cigarro eletrônico estão entre os principais fatores de risco
O apresentador Daniel Coleman, mais conhecido como Danny Go!, anunciou que o filho Isaac Coleman, de apenas 14 anos, morreu por complicações no tratamento do carcinoma bucal em estágio avançado.
O câncer de boca, também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, é um tumor maligno que afeta estruturas como gengivas, bochechas, céu da boca, língua e a região abaixo dela. A doença é considerada silenciosa em seus estágios iniciais, mas possui altas chances de cura quando diagnosticada precocemente.
Quais são os sintomas
O sinal mais comum de alerta é o surgimento de feridas ou aftas na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam em um prazo de 15 dias. Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), outros sintomas incluem manchas vermelhas ou esbranquiçadas, nódulos no pescoço, rouquidão persistente e sangramentos sem motivo aparente.
Em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar dificuldade para mastigar, engolir e falar, além da sensação de que há algo preso na garganta e perda de sensibilidade em partes da boca.
Causas e fatores de risco
O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Quando associados, o potencial de desenvolver o tumor aumenta de forma considerável.
O uso de cigarros eletrônicos também contribui para o surgimento de lesões pré-cancerizáveis, devido à presença de substâncias como o formol no vapor aquecido. Outros fatores incluem a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), exposição excessiva ao sol sem proteção (no caso do câncer de lábio), má higiene bucal, trauma repetitivo causado por próteses mal adaptadas e contato com substâncias tóxicas, como poeira de cimento e amianto.
Como é feito o tratamento
A escolha do tratamento depende da localização do tumor e do estágio clínico da doença, sendo definida por uma equipe que inclui cirurgião de cabeça e pescoço, radioterapeuta e oncologista.
Na maioria dos casos, o tratamento principal é a cirurgia para a retirada da área afetada. Em situações mais complexas ou em estágios avançados, o paciente pode necessitar de sessões complementares de radioterapia e quimioterapia.
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