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Letícia Sabetella sobre diagnóstico de autismo aos 52 anos: 'Abriu muitas percepções'

A atriz, em campanha com o Ministério da Saúde, ainda falou sobre a importância de uma sociedade mais sensível para acolher pessoas do espectro

16 abr 2026 - 20h05
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Letícia Sabatella abriu o coração sobre seu diagnóstico durante o mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em uma campanha do Ministério da Saúde, a atriz, que identificou a condição aos 52 anos, ressaltou o fato de a maioria das mulheres ser subdiagnosticada.

A atriz Letícia Sabatella, em campanha com o Ministério da Saúde, falou sobre a importância de uma sociedade mais sensível e acolhedora
A atriz Letícia Sabatella, em campanha com o Ministério da Saúde, falou sobre a importância de uma sociedade mais sensível e acolhedora
Foto: Reprodução/Instagram/@leticia_sabatella / Bons Fluidos

"A confirmação do espectro abriu muitas percepções. Me fez compreender como as mulheres da nossa sociedade muitas vezes são subdiagnosticadas e quanto isso é um atraso na compreensão das complexidades humanas que acercam as mulheres", afirmou. 

Letícia Sabatella e o diagnóstico de autismo

Segundo a artista, no seu caso, mesmo antes de saber da condição, o trabalho a ajudou a lidar com seus desafios, como a socialização. No vídeo publicado no Instagram, ela afirmou que "a arte foi um caminho extremamente facilitador para sua condução e inserção dentro da sociedade".

"Dessa forma, eu consegui, através das personagens, uma forma de expressão que era mais capaz de compreender, porque fui por caminhos onde a criatividade era aceita e era o caminho", explicou.

Letícia Sabatella, portanto, incentivou a sociedade a se espelhar no espaço artístico para ter maior sensibilidade com pessoas do espectro e aprender a praticar a inclusão. "Porque uma pessoa neurodivergente precisa de um entorno mais sensível. Uma comunidade sensível é a que pode acolher o espectro autista", afirmou.

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Sinais da condição em mulheres

Além de uma rede de apoio mais compreensível, o conhecimento sobre os sinais do autismo em mulheres evita o diagnóstico tardio, garantindo maior qualidade de vida. Um dos principais sinais é o masking, onde a mulher camufla dificuldades sociais ao imitar comportamentos ao seu redor. Esse esforço constante para se ajustar gera, por exemplo, um esgotamento mental profundo após interações simples.

Ademais, diferente do padrão masculino, o hiperfoco feminino costuma se voltar para temas como artes, psicologia ou causas animais. Por serem interesses comuns, a intensidade dessa dedicação costuma passar despercebida. Outro ponto relevante é a hipersensibilidade sensorial a luzes, sons ou texturas de roupas. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com timidez ou perfeccionismo.

Bons Fluidos
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