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Quando a cura é o destino, o perdão é o caminho

Perdoar é uma ação inteligente, pois desfaz vínculos fundamentados na dor

27 dez 2021 18h03
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Perdoar é uma ação inteligente, pois desfaz vínculos fundamentados na dor - Shutterstock.
Perdoar é uma ação inteligente, pois desfaz vínculos fundamentados na dor - Shutterstock.
Foto: João Bidu

Angústia, raiva, ódio, injustiça, uma coisa que vai consumindo por dentro… essas sensações estão mostrando que é necessário perdoar algo ou alguém.

Pode acontecer também de, depois de um tempo, a situação não estar mais tão latente na mente, dando a impressão de que o fato já não afeta mais ou mesmo que já foi esquecido. 

Entretanto, quando se fala em autoconhecimento, é sempre importante ter clareza que a mente não é só aquilo que se lembra e consegue raciocinar sobre ou analisar. Esta é apenas a instância consciente, aquela que fica atenta e trabalha por meio da lógica.

Existe também a instância inconsciente, onde ficam guardados registros de situações e emoções, não sendo facilmente acessada. É como se fosse o porão de uma casa.

Por isso, esquecer não é perdoar. Mesmo que não se lembre, todo aquele sentimento negativo ainda está vibrando com a pessoa e trazendo as consequências disso para sua vida.

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Por que é tão difícil?

Algumas experiências são muito marcantes e acabam ficando enraizadas em na mente e no coração. Há também a ação do apego da própria pessoa, que faz com que ela fique muito conectada àquela situação vivida.

O impacto de certas experiências gera emoções e pensamentos que se retroalimentam, mantendo viva essa vibração do trauma inicial. Sempre que a pessoa vê algo que remete a tal dor, passa por uma situação parecida ou sente algo semelhante, essa vibração é potencializada dentro dela, como se ela desse mais força para aquele primeiro ponto que iniciou tudo.

Consequentemente, a qualidade da vibração dessa pessoa é a da frequência desse conglomerado de emoções e pensamentos.

Perdoar é inteligente

Por ficar emanando a vibração do fato desagradável inicial, é natural que mais fatos indesejáveis sejam atraídos para a vida dessa pessoa.

É como se, ao ficar remoendo aquela situação, ela mantivesse ativa uma espécie de força gravitacional que faz convergir para si outras situações de vibrações semelhantes.

Quando ocorre algum conflito com alguém, é como se fosse construída uma ponte entre os envolvidos. Por meio dessa ponte, estabelece-se um vínculo, uma conexão de dor.

A vibração capaz de desfazer essa ponte é o perdão. Por isso, mesmo que se entenda como vítima de determinada questão, perdoar é uma ação inteligente, pois desfaz essa ligação fundamentada na dor.

Além disso, ao longo do tempo, a desarmonia, ódio, raiva, desejo de blasfemar ou até mesmo de vingar-se constantes podem gerar blocos energéticos, manifestando-se no corpo físico ou no campo físico como doenças ou problemas de diversas ordens.

Na prática

A base do perdão está em voltar-se para a ideia de que o Universo é perfeito e que todas as vidas fazem parte de uma única Grande Vida, que todos estão ligados por uma razão maior.

O conceito é muito bonito, mas nem sempre é possível aplicá-lo no dia a dia de uma hora para a outra.

Em termos práticos, é necessário um movimento de neutralizar a vibração dentro de si mesmo e é possível a própria pessoa fazer um trabalho interno neste sentido.

Em um local reservado, deve concentrar-se imaginando a pessoa que fez algo prejudicial a você sentada na sua frente. Você pode chamar pelo nome dela, se desejar. Na sequência, diga repetidas vezes e em voz alta que vocês se perdoam mutuamente. Faça isso por vários dias.

A constância e a repetição farão com que, em determinado momento, venha à tona uma forte emoção, que irá lavar toda mágoa e ressentimento.

Depois de um período repetindo esse processo, escreva em um caderno as suas próprias qualidades e, na página seguinte, as qualidades dessa outra pessoa. Mesmo que, à princípio, tais qualidades não correspondam à verdade, esforce-se no sentido de colocar boas vibrações na ponte que está mantendo a conexão entre vocês. 

Siga preenchendo esse caderno por vários dias, para que se dissipe de dentro de você a ideia de ter sido prejudicado ou de ter prejudicado alguém, registrando em sua mente todos os aspectos positivos sobre si e sobre o outro.

Mesmo sendo tão simples, essa é uma prática profunda e poderosa: a sua eficiência não está na técnica, mas na constância e persistência com que é feito. Por isso, vale olhar com carinho para dentro de si e empenhar-se com dedicação e decisão.

O processo de perdoar também pode ser facilitado com o trabalho de um terapeuta que atue com tratamentos próprios para o desfazimento de blocos energéticos e conexões.

Texto: Bia Albuquerque (@biaaterapeuta), humanoterapeuta, psicanalista espiritualista, facilitadora do Círculo da Vida e ledora de baralho terapêutico

João Bidu
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