Filha recém-nascida de MC Guimê é diagnosticada com APLV; entenda a condição
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) costuma afetar bebês com menos de um ano, causando sintomas como diarreia, cólica excessiva e recusa alimentar
O cantor MC Guimê revelou, na última semana, por meio das redes sociais, que sua filha recém-nascida, Yarin Dantas, foi diagnosticada com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A condição, causada por uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite, é comum em bebês com menos de um ano de vida.
MC Guimê atualiza o estado da filha
De acordo com o músico, a família passou a desconfiar de que a pequena enfrentava problemas de saúde após Yarin apresentar irritações na pele, além de dificuldade para evacuar, cólicas excessivas e presença de sangue nas fezes. Após consulta com a pediatra, então, ela recebeu o diagnóstico de APLV, condição que tende a afetar recém-nascidos.
Em seu site, a médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti explica que isso ocorre porque o leite contém proteínas, como a beta-lactoglobulina e a alfa-lactoalbumina, de difícil absorção. Essa característica das substâncias, principalmente no caso de bebês cuja barreira intestinal ainda está em formação, pode desencadear uma reação de defesa do corpo. "O risco de o sistema imunológico tratá-las como uma ameaça aumenta significativamente", detalhou.
Como resultado, a condição provoca desde diarreia, vômitos e irritabilidade até complicações mais graves, como recusa alimentar e atraso no crescimento. Portanto, para evitar efeitos severos e reverter o quadro, especialistas recomendam o uso de fórmulas hipoalergênicas, hidrolisadas ou à base de aminoácidos, opção indicada para a filha do MC Guimê.
Além disso, outra estratégia considerada eficaz, adotada pela mãe de Yarin, Fernanda Stroschein, é a exclusão do leite de vaca e derivados da alimentação. Segundo a família, as medidas ajudaram a bebê, que já apresentou melhora significativa. A expectativa é de que, com o tratamento, ela desenvolva tolerância à bebida. De acordo com Nicoletti, essa evolução do quadro ocorre com cerca de 80% das crianças até os 3 a 5 anos de idade.