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Expectativa de vida ainda não supera os 100 anos, diz estudo; veja o que mostram os dados

Pesquisas apontam que a expectativa de vida extrema desacelerou e que, após 1939, alcançar os 100 anos pode ser cada vez mais raro

4 set 2025 - 11h48
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Se você sempre acreditou que a humanidade viveria cada vez mais, prepare-se para uma quebra de expectativa: novos estudos sugerem que a longevidade humana já pode ter chegado ao seu limite. Em outras palavras, quem nasceu após 1939 tem menos chances de alcançar os tão sonhados 100 anos.

Estudos sugerem que a longevidade humana pode ter atingido seu limite biológico, tornando mais difícil ultrapassar os 100 anos
Estudos sugerem que a longevidade humana pode ter atingido seu limite biológico, tornando mais difícil ultrapassar os 100 anos
Foto: Reprodução: Canva/photobac / Bons Fluidos

Expectativa de vida: avanço que desacelerou

A análise publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) avaliou dados de 23 países de alta renda, cruzando registros do Banco de Dados de Mortalidade Humana com seis diferentes métodos de previsão. O resultado chamou a atenção: embora ainda existam centenários, a expectativa média de vida das gerações após 1939 dificilmente alcançará os três dígitos.

De 1900 a 1938, cada nova geração ganhou cerca de cinco meses e meio de expectativa de vida, passando de uma média de 62 anos para 80 anos. Isso se deveu aos grandes avanços em saúde, vacinas, saneamento e alimentação. No entanto, no século XXI, essa curva desacelerou: os ganhos atuais não passam de dois a três meses por geração. Agora, especialistas acreditam que esse aumento sem precedentes será um fenômeno dificilmente alcançado novamente em um futuro próximo.

Menos centenários no futuro

Segundo as projeções, apenas 15% das mulheres e 5% dos homens conseguirão ultrapassar a marca dos 100 anos. O motivo? Ainda que os avanços médicos e tecnológicos tenham reduzido a mortalidade infantil e melhorado a qualidade de vida, o impacto nas faixas etárias mais altas não é suficiente para sustentar o mesmo ritmo de crescimento visto no passado. Países como Japão, Suécia, Itália e Suíça mostram claramente esse efeito: entre 1990 e hoje, a esperança de vida aumentou apenas 6,5 anos. Nos Estados Unidos, houve até mesmo um retrocesso.

Para especialistas como Jay Olshansky, epidemiologista da Universidade de Illinois, existe um teto biológico em torno dos 85 anos. De acordo com ele, a medicina já garantiu décadas extras de vida, mas avançar além disso exige algo diferente: não apenas curar doenças como câncer ou problemas cardíacos, mas retardar o próprio processo de envelhecimento.

Um futuro em aberto

Embora a desaceleração seja clara, os cientistas lembram que o campo ainda está aberto a mudanças. Se descobertas significativas sobre o envelhecimento avançarem, talvez seja possível romper esse teto biológico. Enquanto isso, os estudos funcionam como alerta não apenas para governos, que podem planejar políticas de saúde e previdência, mas também para cada indivíduo, que precisa pensar em poupança, aposentadoria e qualidade de vida ao longo das décadas.

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