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Cientistas estudam proteína que pode frear o envelhecimento

Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram a proteína FTL1 como fator-chave no envelhecimento do hipocampo, entenda mais abaixo

2 jan 2026 - 19h51
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Uma descoberta recente publicada na revista científica Nature Aging acaba de acender uma luz de esperança para quem busca a longevidade cognitiva.

Saiba mais sobre a descoberta da nova proteína
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Foto: Shuterstock / Saúde em Dia

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram a proteína FTL1 como uma das principais vilãs no processo de envelhecimento do cérebro, especialmente na região do hipocampo, considerado o centro de comando da memória e do aprendizado.

A pesquisa revela que níveis elevados dessa proteína estão diretamente ligados à perda de conexões entre os neurônios e ao declínio das funções mentais.

O interruptor da juventude cerebral

Para entender o impacto da FTL1, os cientistas realizaram testes em modelos animais com resultados surpreendentes:

  • Aceleração da velhice: Camundongos jovens que receberam doses extras da proteína desenvolveram sinais precoces de envelhecimento cerebral.

  • Reversão do declínio: Em animais idosos, a redução da FTL1 promoveu o aumento de conexões neuronais e uma melhora significativa na saúde do cérebro.

Para o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós PhD em neurociências, a descoberta muda a forma como encaramos o tempo.

"O envelhecimento não deve ser visto apenas como algo inevitável, mas como o resultado de alterações moleculares que agora começamos a mapear e, possivelmente, controlar", explica o especialista.

Conexão entre metabolismo e cognição

Além de afetar a memória, a proteína FTL1 pareceu desacelerar o funcionamento das células nervosas. Além disso, o estudo trouxe outra boa notícia: quando os animais foram tratados com compostos que estimulam o metabolismo celular, os efeitos negativos da proteína foram minimizados.

O que isso muda para o futuro?

Embora o estudo ainda esteja em fase experimental com modelos animais, as perspectivas para humanos são promissoras. A descoberta da FTL1 abre caminho para o desenvolvimento de terapias que possam não apenas retardar, mas talvez reverter perdas cognitivas associadas à idade.

Estamos diante de uma nova fronteira da longevidade. Como destaca o Dr. Agrela, "é a ciência aplicada para que possamos viver mais anos com qualidade de pensamento e lucidez".

Saúde em Dia
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