Dia da Gratidão: O que acontece no seu cérebro quando você tem este sentimento?
Dizem que quando você só reclama, gera uma vibração negativa para sua vida, diferente de quando você agradece
Dizem que quando você só reclama, gera uma vibração negativa para sua vida, diferente de quando agradece. E isso não fica só no campo da energia, isso porque os cientistas passaram a estudar os benefícios deste sentimento e, neste Dia da Gratidão, trouxemos algumas curiosidades. Descubra:
Qual a importância do Dia da Gratidão?
O Dia da Gratidão serve para elevarmos nossos pensamentos e, coincidentemente, cai junto com o Dia de Reis. E sim, claro que esse sentimento para lhe dar benefícios a longo prazo, precisa estar presente rotineiramente. Mas você sabia que ele também gera pontos positivos para o corpo aos poucos?
A atuação do sentimento no cérebro
A Ciência resolveu estudar a gratidão e, através da ressonância magnética funcional, descobriu que regiões do cérebro se ativam no instante da experiência. Mais especificamente, o córtex pré-frontal medial - responsável por avaliação moral, percepção de significado e construção da identidade - e o córtex cingulado anterior, que cuida do monitoramento de conflitos internos e da regulação emocional.
"A literatura dos últimos anos mostra que a gratidão é uma das práticas psicológicas mais consistentes para promover regulação emocional, estabilidade mental e bem-estar sustentado. Direcionar a atenção para experiências positivas, mesmo que discretas, modifica circuitos neurais envolvidos em percepção de valor, motivação e conexão social", afirma a neurocientista Daiana Petry.
Efeitos a longo prazo
Ademais, ensaios longitudinais também já mostraram que escrever listas ou cartas de gratidão - ou seja, práticas regulares - são um exemplo para a redução do estresse, ansiedade e daquela sensação de isolamento. E os efeitos duram semanas após estes exercícios mentais. A explicação está na liberação de dopamina e serotonina, neurotransmissores associados à motivação e equilíbrio emocional. Ao mesmo tempo, essas atividades também reduzem a ativação da amígdala e a produção de cortisol, hormônio relacionado ao estresse crônico.
Por outro lado, preocupação, medo e autocrítica, por exemplo, tendem a hiperativar os sistemas de vigilância neutral, diferente do sentimento mais positivo. "Este ativa um circuito antagônico, fortalecendo regiões do córtex pré-frontal envolvidas em tomada de decisão, controle inibitório e organização cognitiva. Com a prática repetida, o cérebro passa a interpretar experiências com mais flexibilidade e menos reatividade, um exemplo concreto de neuroplasticidade aplicada ao cotidiano", conclui.