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Bar em SP tem apenas comidas do sul do País no cardápio

Sorvete de chimarrão, matambre e coxinha com massa de pastel são delícias do Quintana, na zona sul de São Paulo

15 fev 2014
11h30 atualizado às 11h33
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11h30 atualizado às 11h33
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Um lugar pra comer em São Paulo e se sentir no RS, mas sem ficar ‘só’ no churrasco. “Quis fugir dos clichês”, diz o proprietário do recém-inaugurado bar Quintana, em um bairro tranquilo da capital paulista. O cardápio tem as carnes num cantinho quase escondido lá na nona página, e os petiscos e comidas de tradição familiar é que ganham o destaque no menu.

<p>Bolinho de linguiça de Blumenau (SC)</p>
Bolinho de linguiça de Blumenau (SC)
Foto: Luna Garcia / Divulgação

Nascido nas Serras Gaúchas, Marcos Livi, que é dono do Veríssimo e do Botica, também em São Paulo, não soube de início que seu cardápio seria inspirado no sul. Com a pesquisa das receitas, que teve origem no Paraná, ele se convenceu. Foi da cidade de Lapa (PR) que ele trouxe a coxinha com massa de pastel em vez de batata (a porção com três unidades custa R$ 12) e muitos dos petiscos do cardápio.

De Santa Catarina, vieram as comidas com peixes, camarões e frutos do mar, como o ceviche de tainha (R$ 24) e o bolinho de camarão com abóbora (R$ 26, com quatro unidades). Mas também os bolinhos com linguiça de Blumenau (SC) tiveram espaço. Se a fome e a turma forem grandes, vale a pena pedir também para petiscar a tábua de frios, que inclui queijo colonial, produzido artesanalmente no RS, e custa R$ 35.
 
Os fornecedores dos ingredientes são todos produtores artesanais. Quando não encontra um produto regional com a qualidade desejada e que possa oferecer a quantidade necessária, o próprio bar se encarrega de produzir. É o que acontece com o charque e os pães caseiros.
 
Gaúcho, sim
Livi quis recriar os pratos do Rio Grande do Sul à maneira tradicional que sua própria família preparava, mas com uma “roupagem” de bar, servidos em panelinhas para dividir à mesa. Um deles, o arroz de carreteiro com charque, vem molhadinho e custa R$ 42 (serve duas pessoas). Também feita com o charque artesanal, a chatasca, uma paçoca com farinha de mandioca, é um dos acompanhamentos servidos na casa.
 
Mesmo para quem não é fã de sobremesa numa mesa de bar, é difícil resistir à curiosidade de provar o sorvete de chimarrão. O de butiá é até mais gostoso, mas o de chimarrão não decepciona. E mais: vem com arroz-doce recheado de doce de leite e frito (a sobremesa custa R$ 10).

<p>Sorvetes de chimarrão e butiá </p>
Sorvetes de chimarrão e butiá
Foto: Luna Garcia / Divulgação
<p>Tábua de frios inclui queijo colonial produzido no RS</p>
Tábua de frios inclui queijo colonial produzido no RS
Foto: Luna Garcia / Divulgação

Também a decoração tem origem gaúcha. Os três andares são repletos de frases de Mario Quintana, poeta do Rio Grande do Sul que dá nome ao bar. Portas, cadeiras e materiais garimpados em ferro-velho deixam o clima aconchegante. Tudo é reaproveitado no projeto de Vitor Penha. E o melhor é o lounge – uma boa e velha lage repaginada – no terceiro andar do estabelecimento. Com caçambas transformadas em hortas, o lugar a céu aberto lembra uma praça e faz o visitante voltar no tempo com suas cadeiras escolares restauradas. Romântico e simples, convidativo e tranquilo. Na hora de pagar, uma delicadeza pode amenizar o amargor da conta: ela vem dentro de um livro de Mario Quintana.

<p>Matambre com chatasca</p>
Matambre com chatasca
Foto: Luna Garcia / Divulgação
Serviço
Quintana Bar
Rua Olavo Bilac, 57, Vila Sofia, São Paulo 
Tel: (11) 2129-6570
Horário de funcionamento: de segunda  a sábado, das 11h à 1h; domingo, das 11h às 18h
Recreação para crianças com monitor: sábado e domingo, das 13h às 17h30

 

Fonte: Terra
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