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"Seria mais fácil ser gay", diz Lea T. a Oprah Winfrey

18 fev 2011 - 17h24
(atualizado às 17h46)
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A modelo transexual brasileira Lea T., que fechou o desfile feminino de Alexandre Herchcovitch durante a edição de inverno 2011 da SPFW, foi ao programa da americana Oprah Winfrey na quinta-feira (17) para falar sobre infância, fama, família e o sentimento de desconforto em ter nascido no corpo errado o que a levará a passar pela cirurgia de mudança de sexo.

Ao contrário do que a mídia havia divulgado no ano passado, Lea disse não ter um relacionamento distante com seu pai, Toninho Cerezo - ela o visita duas a três vezes por ano.

Sobre a sexualidade, Lea declarou que seria mais fácil ser gay do que uma transex. "Minha família sofreria menos. Eu gostaria de aceitar meu corpo de homem. Eu poderia ser um homem hétero, ter uma namorada, constituir família, casar, levar uma vida normal. Mas é algo que está na minha cabeça. Nasci em um corpo errado".

O desconforto em portar um corpo que não lhe pertence, vai levar a modelo a mudar de sexo. "É estranho ver meu peito e meu pênis em um mesmo corpo. Estou super nervosa. Tenho certeza de que a cirurgia será dolorosa".

A transição sexual é desmistificada por Lea na entrevista, "quando você começa o processo de transexualização seu coração fica enfraquecido, doente". Esta declaração levou Lea às lagrimas.

Oprah perguntou como a brasileira faz para esconder o pênis durante um editorial. Com uma risada, Lea responde que isto é algo extremamente incômodo.

Lea T. mora na Itália e começou a carreira de top model quando o estilista da Givench, Ricardo Tisci, a colocou na passarela. Aliás, o "T." se deve ao "T" de Tisci.

Lea T. diz estar nervosa com a cirurgia de mudança de sexo
Lea T. diz estar nervosa com a cirurgia de mudança de sexo
Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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