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Como acolher o diagnóstico de Síndrome de Down e apoiar o desenvolvimento da criança?

Médico dá orientações para lidar com as emoções iniciais, buscar informação confiável e fortalecer vínculos, que ajudam no crescimento saudável da criança

26 mar 2026 - 10h33
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A Síndrome de Down é o transtorno cromossômico mais comum no mundo, manifestando-se uma vez a cada 700 nascimentos, de acordo com a Global Down Syndrome Foundation. Ao receber a notícia de que um filho terá Síndrome de Down, muitos pais podem ficar preocupados. No entanto, mesmo com essa condição médica, a criança pode viver uma vida plena, desde que conte com o apoio dos responsáveis.

Médica dá dicas para lidar com as emoções iniciais e fortalecer vínculos, que garantem o crescimento pleno da criança com Síndrome de Down
Médica dá dicas para lidar com as emoções iniciais e fortalecer vínculos, que garantem o crescimento pleno da criança com Síndrome de Down
Foto: Getty Images Signature/manonallard / Bons Fluidos

"Há muitos casos de crianças com Síndrome de Down que frequentam cursos universitários e, ao se formarem, encontram trabalho. Há também casos em que se casam, têm filhos e os criam com muito amor", afirma Sandra Miguel, profissional da área de pediatria no AmorSaúde.

A médica explica que o diagnóstico pode vir acompanho de outras questões de saúde, como problemas no coração, nos rins ou baixa massa muscular, por exemplo. Porém, com o apoio e carinho dos pais e o acompanhamento médico adequado, é possível manter a saúde em dia.

Como se preparar ao receber a notícia

No Brasil, 300 mil pessoas têm Síndrome de Down, segundo o IBGE. Muitos pais descobrem que o filho pode ter a condição em testes realizados durante a gravidez. Sandra explica que, em caso de suspeita, é necessário fazer um exame chamado cariótipo, que confirmará se a criança terá a condição.

"O casal, ao receber o diagnóstico, assusta-se e preocupa-se. Muitos não querem aceitar e imaginam como seu filho vai se desenvolver, se poderá falar, andar, frequentar a escola, ser alfabetizado, aprender a ler e escrever", afirma a médica, citando as reações mais comuns.

De acordo com a especialista, o susto inicial é comum, mas deve ser seguido por um período de preparação para receber o bebê. Nesse momento, o ideal é buscar orientações com um pediatra, o profissional mais adequado para tirar as dúvidas e explicar os cuidados necessários. "Deve-se evitar a busca na internet sobre a doença, pois existem muitas informações distorcidas que os deixarão ainda mais preocupados", ressalta.

"Se necessário, os pais da criança também podem fazer terapia com psicólogo para se preparar para acolher o filho", afirma Sandra. A médica explica que o carinho dos familiares é a chave para que a criança com Síndrome de Down cresça saudável e possa ter uma vida plena.

Como criar vínculos e incentivar

"Crianças com Síndrome de Down são muito amorosas, alegres e inteligentes", destaca Sandra. A médica diz que os pais podem incentivar o desenvolvimento a partir da interação. "Eles devem conversar, brincar, olhar nos olhos, sorrir e dizer palavras de carinho e amor", resume.

Nos primeiros meses de vida, alguns cuidados podem ajudar a criança com Síndrome de Down a se desenvolver:

  • Exercícios para força muscular: algumas crianças com Síndrome de Down apresentam hipotonia (tensão muscular menor) e frouxidão nos ligamentos, o que pode causar luxações. Por isso, é importante incentivar o desenvolvimento muscular. Nos primeiros meses, os pais podem estimular a criança a manter o pescoço ereto e a erguer as mãos;
  • Estímulos para sentar e engatinhar: entre os seis e nove meses, os pais podem incentivar a criança a sentar e engatinhar. Para isso, devem segurar suas mãos e incentivar para que fique em pé e dê os primeiros passos;
  • Estímulos de fala: ao interagir com o bebê, os pais podem estimular a fala narrando as ações. Por exemplo, dizendo à criança que irão alimentá-la, trocar sua roupa, entre outras atividades. A conversa ajuda a desenvolver a fala e a aumentar o vocabulário;
  • Criação de laços afetivos: o bebê, nos primeiros dias de vida, tem visão embaçada e enxerga melhor objetos a uma distância de 20 a 30 centímetros. Os pais podem permanecer nessa distância para que a criança os enxergue e crie laços afetivos;
  • Manter a criança tranquila: Sandra explica que, se estiverem nervosas, as crianças com Síndrome de Down podem ser tranquilizadas com brinquedos ou música.

Acompanhamentos médicos e cuidados necessários

"Crianças com Síndrome de Down devem ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. A maioria delas tem certa dificuldade com a fala e pode haver atraso no andar, assim como no controle dos esfíncteres", explica Sandra. A médica lista quais profissionais podem acompanhar alguém com essa condição:

  • Fisioterapeuta: este profissional pode ajudar a desenvolver força muscular e evitar problemas como luxações e dificuldades motoras;
  • Terapeuta ocupacional: garante mais autonomia em atividades do dia a dia, como comer, ir ao banheiro e se vestir sozinhas. O profissional incentiva um melhor convívio social, auxiliando as crianças a ter uma boa convivência escolar, por exemplo;
  • Fonoaudiólogo: com o auxílio deste profissional, a pessoa com Síndrome de Down pode ter um melhor desenvolvimento da fala e se comunicar com mais clareza com amigos e familiares;

Além disso, Sandra ainda explica que, em alguns casos, pessoas com síndrome de Down nascem com cardiopatia, necessitando de acompanhamento com cardiologista. "Existem também aqueles que têm, junto à Síndrome de Down, outra patologia, como TEA (Transtorno do Espectro Autista) ou TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Estas necessitam também de acompanhamento com neurologista", ela explica.

*Texto escrito por Fellipe Gualberto, do AmorSaúde

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