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Como o magnésio ajuda a garantir noites de sono melhores?

Forma de magnésio associada à glicina vem sendo estudada por favorecer o relaxamento e melhorar a qualidade do sono, especialmente em quem vive com a rotina invertida

24 mar 2026 - 10h09
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Dormir bem já é um desafio para muita gente. Mas, para quem trabalha em turnos noturnos, descansar durante o dia costuma ser ainda mais difícil. Nessa busca por um sono mais reparador, o bisglicinato de magnésio tem chamado atenção por unir boa absorção no organismo e um potencial efeito relaxante.

Bisglicinato de magnésio pode ajudar a melhorar o sono, especialmente em trabalhadores noturnos; entenda os benefícios
Bisglicinato de magnésio pode ajudar a melhorar o sono, especialmente em trabalhadores noturnos; entenda os benefícios
Foto: Reprodução: Canva/digitalskillet / Bons Fluidos

A combinação entre magnésio e glicina faz dessa forma do mineral uma das mais bem toleradas pelo corpo - e isso ajuda a explicar por que ela vem sendo estudada com tanto interesse, especialmente em pessoas que têm a rotina invertida.

Por que quem trabalha à noite sofre mais para dormir?

O corpo humano funciona a partir de um relógio biológico que regula sono e vigília de acordo com a luz do ambiente. Quando alguém passa a noite acordado e tenta dormir durante o dia, esse ritmo natural entra em conflito com a rotina.

Na prática, isso afeta a produção de melatonina, dificulta o início do sono e aumenta as chances de despertares ao longo do descanso. Com o tempo, esse desequilíbrio pode favorecer um quadro conhecido como transtorno do sono por trabalho em turnos, marcado por cansaço constante, sonolência excessiva, irritabilidade e até maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão.

Por isso, estratégias seguras para favorecer o descanso são tão importantes para quem vive nessa dinâmica.

O que é o bisglicinato de magnésio?

O bisglicinato de magnésio é uma forma quelada do mineral, ou seja, o magnésio está ligado à glicina, um aminoácido. Essa estrutura facilita a absorção intestinal e costuma reduzir os desconfortos digestivos associados a outras versões do nutriente, como diarreia e irritação abdominal.

Além disso, os dois componentes atuam de forma complementar. O magnésio participa de mecanismos do sistema nervoso relacionados ao relaxamento. Já a glicina está associada a processos que favorecem o desacelerar do corpo antes do sono. O resultado pode ser uma transição mais tranquila para o descanso - algo especialmente valioso para quem precisa dormir fora do horário convencional.

O que a ciência observou até agora

O interesse pelo tema não vem só da prática clínica. Um ensaio clínico randomizado publicado em 2025 no periódico Nature and Science of Sleep avaliou o uso de bisglicinato de magnésio em adultos saudáveis que relatavam sono ruim.

Ao longo de quatro semanas, os pesquisadores acompanharam 155 participantes em um estudo duplo-cego controlado por placebo. Os resultados apontaram redução significativa dos sintomas de insônia entre os participantes que usaram a suplementação, com melhora mais evidente nas duas primeiras semanas de uso e manutenção do efeito até o fim do período analisado.

Ou seja: embora não seja uma solução mágica, o bisglicinato de magnésio aparece como uma alternativa promissora para quem enfrenta dificuldade para dormir.

Como ele pode ajudar na prática?

Para trabalhadores noturnos, o benefício não está apenas em "dar sono". O que se observa é um apoio mais amplo ao processo de relaxamento do corpo e da mente, o que pode facilitar um descanso de melhor qualidade. Entre os principais efeitos associados a essa forma de magnésio estão:

  • Redução do tempo para adormecer;
  • Melhora da qualidade geral do sono;
  • Diminuição da agitação mental após o expediente;
  • Menos despertares durante o descanso;
  • Boa tolerância digestiva em comparação com outras formas do mineral.

Sono, alimentação e equilíbrio do organismo

Falar em magnésio também leva a um ponto maior: o sono não depende de um único fator. A alimentação, o ambiente e os hábitos diários influenciam diretamente a qualidade do descanso.

Dormir mal interfere nos hormônios que regulam fome e saciedade, aumenta a exaustão, prejudica o humor e pode até afetar o peso corporal ao longo do tempo. Por isso, além da suplementação quando indicada, vale olhar para a rotina como um todo.

Alguns alimentos também contribuem para esse processo, especialmente os que oferecem triptofano, magnésio e outros nutrientes ligados ao relaxamento. É o caso de folhas verde-escuras, aveia, banana, abacate, grão-de-bico, sementes, cacau e chás como camomila e erva-cidreira.

Higiene do sono também faz diferença

Mesmo para quem tem horários pouco convencionais, algumas medidas simples ajudam o corpo a entender que é hora de descansar. Manter o quarto escuro, controlar a temperatura do ambiente, reduzir a exposição a telas antes de dormir e evitar cafeína ou refeições pesadas perto do horário de descanso são cuidados que podem melhorar bastante a qualidade do sono. Quando possível, criar uma rotina consistente também ajuda o organismo a se adaptar melhor, mesmo dentro de uma agenda invertida.

Suplementação pede cuidado

Apesar do bom perfil de tolerância, o bisglicinato de magnésio não deve ser usado por conta própria. A dose ideal varia de acordo com alimentação, peso, rotina, medicamentos em uso e condições de saúde.

Além disso, o magnésio pode interagir com alguns remédios, como antibióticos e medicamentos para pressão arterial. Por isso, antes de iniciar qualquer suplemento, o mais seguro é conversar com um médico ou nutricionista. Essa avaliação é importante não só para definir a quantidade adequada, mas também para entender se realmente existe necessidade de suplementação.

Um aliado possível, mas não único

O destaque do bisglicinato de magnésio faz sentido, especialmente porque ele une absorção eficiente, boa tolerância e potencial apoio ao relaxamento. Para quem trabalha à noite e enfrenta dificuldade para dormir durante o dia, isso pode representar um suporte valioso.

Ainda assim, ele funciona melhor quando faz parte de um cuidado mais amplo com o sono. Em outras palavras: suplemento pode ajudar, mas não substitui rotina ajustada, alimentação equilibrada e acompanhamento profissional quando o problema persiste.

No fim das contas, dormir melhor continua sendo uma das estratégias mais importantes para proteger a saúde física, mental e emocional - seja qual for o horário em que o descanso acontece.

Bons Fluidos
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