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Como as redes sociais impactam nossas emoções?

O uso massivo de redes sociais teve um aumento exponencial nos últimos anos e está remodelando o modo como interpretamos e regulamos nossas emoções. A exposição contínua a estímulos intensos, como comparações sociais, notícias negativas e recompensas instantâneas, afeta diretamente nossa capacidade de lidar com frustrações e inquietações cotidianas. O Brasil é o 2º país […]

5 jun 2026 - 16h28
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O uso massivo de redes sociais teve um aumento exponencial nos últimos anos e está remodelando o modo como interpretamos e regulamos nossas emoções.

Como as redes sociais impactam nossas emoções?
Como as redes sociais impactam nossas emoções?
Foto: Revista Malu

A exposição contínua a estímulos intensos, como comparações sociais, notícias negativas e recompensas instantâneas, afeta diretamente nossa capacidade de lidar com frustrações e inquietações cotidianas.

O Brasil é o 2º país que mais gasta tempo exposto a uma tela no mundo. Isso representa mais da metade das horas em que estão acordados usando um computador ou celular (cerca de 56,6%). Os brasileiros ficam atrás apenas da África do Sul, de acordo com um levantamento da Electronics Hub, de 2023.

Muita informação para um cérebro só

A pesquisadora do CPAH - Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, Flávia Ceccato, autora de "Descobrindo a Inteligência Existencial", explica que o cérebro humano não foi projetado para processar tanta informação emocional simultânea.

"Cada vez mais nós estamos constantemente reagindo ao que vemos nas redes sociais em conteúdos cada vez mais rápidos e sem tempo para elaborar e de forma cada vez mais frequente e intensa".

"Isso reduz bastante a capacidade de sentir, interpretar e organizar nossas próprias emoções, que tem vários efeitos negativos no nosso dia a dia", afirma.

Os efeitos da hiperconexão

De acordo com Flávia Ceccato, a hiperconexão faz com que muitos busquem validação externa e, com isso, se afastem do autoconhecimento. A consequência é um aumento de ansiedade, irritabilidade, impulsividade e até confusão emocional.

"A inteligência existencial nos ajuda muito a resgatar esse senso de propósito e presença, mas estamos perdendo essa habilidade quando vivemos apenas no imediato e isso é bastante perigoso", afirma Flávia.

O alerta reacende discussões importantes sobre saúde mental na era digital, e sobre a urgência de se reconectar consigo mesmo.

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