A ciência de ser solteiro: estudo em larga escala indica queda no bem-estar para quem não teve parceiro até os 25 anos
Pesquisa acompanhou jovens por mais de uma década e revelou impactos emocionais associados à cobrança por vida amorosa
Houve um tempo em que estar solteiro aos 20 anos era visto como sinônimo de independência e autodescoberta. Agora, a ciência coloca um marco que muda essa percepção: a partir dos 25 anos, o bem-estar emocional de quem nunca teve um relacionamento começa a dar sinais de desgaste.
Pesquisadores da Universidade de Zurique decidiram investigar o chamado "relógio social" dos jovens, tema que resultou em um artigo publicado no Journal of Personality and Social Psychology. Enquanto muitos estudos recentes se concentram no impacto dos aplicativos de namoro e em como eles transformaram a forma de se relacionar, o grupo optou por outra abordagem.
O levantamento acompanhou 17.390 jovens da Alemanha e do Reino Unido, monitorando suas trajetórias dos 16 aos 29 anos para cruzar dados sobre vida afetiva e saúde emocional.
Uma das conclusões mais marcantes do estudo, liderado por Michael Kremer, foi identificar quem tende a permanecer solteiro por mais tempo. Ao contrário do estereótipo de que a solteirice é sempre uma escolha boêmia ou totalmente voluntária, os dados revelam padrões claros.
Homens apresentam maior probabilidade de nunca terem tido um relacionamento amoroso. Além disso, há correlação com níveis mais altos de escolaridade, já que jovens com maior formação acadêmica costumam adiar a primeira relação.
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