Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tarântula do País está no ranking Top 10 de Novas Espécies

4 jun 2012 - 08h54
Compartilhar

Uma aranha-caranguejeira descoberta no Brasil está entre os Top 10 Novas Espécies de 2011 que acaba de ser anunciado pela Universidade do Estado de Arizona, nos Estados Unidos. O ranking é produzido anualmente pelo Instituto Internacional de Exploração das Espécies. Integram a lista as espécies consideradas as mais belas e curiosas descritas no mundo.


Uma cubo-medusa Tamoya ohboya ocupa o segundo lugar na lista. A sua descrição contou com a participação de cientistas brasileiros do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. A última espécie da lista, a tarântula Pterinopelma sazimai, foi descrita também por brasileiros que atuam no Instituo Butantã.


De acordo com a reportagem da Agência Fapesp, a cubo-medusa Tamoya ohboya foi descrita por uma equipe que envolveu pesquisadores do Instituto Smithsonian e da Universidade do Kansas - ambos dos Estados Unidos - e os brasileiros André Morandini e Antonio Marques, do Departamento de Zoologia do IB-USP.


"Fizemos o trabalho de comparação direta da morfologia, da morfometria e do DNA. Graças a essa comparação concluímos que a medusa da ilha de Bonaire deveria ser descrita como uma nova espécie para a ciência", diz Marques.


O nome dado à tarântula Pterinopelma sazimai foi uma homenagem ao cientista que coletou um exemplar do animal pela primeira vez, o zoólogo Ivan Sazima, professor aposentado do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


De acordo com Sazima, a aranha encontrada nos anos 70 era uma fêmea, que não foi identificada na época, pois a sistemática desse grupo é feita com base na morfologia dos machos. "Lembro que encontrei essa aranha na Serra do Cipó, em Minas, sob uma pedra em campos rupestres característicos da Chapada do Espinhaço, em dezembro de 1971. Depois de terminar os trabalhos de campo, levei a aranha viva para Sylvia Lucas, pesquisadora do Butantã", diz.


Apesar da dificuldade por se tratar de uma fêmea, Sylvia percebeu que se tratava de uma espécie não descrita. A aranha foi mantida viva por mais de dez anos, mas morreu durante uma de suas trocas periódicas do exoesqueleto. Ela só foi descrita em 2011 pelos pesquisadores Rogério Bertani, Roberto Nagahama e Caroline Fukushima, do Instituto Butantã.


Fonte: DiárioNet DiárioNet
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra