O 'exército' de 1.500 tartarugas: elas recuperaram uma ilha inteira sozinhas e estão dando uma lição na tecnologia humana
Sem máquinas ou obras de engenharia, a reintrodução de tartarugas-gigantes reativou processos ecológicos interrompidos há mais de um século nas Ilhas Galápagos
Reconhecidas como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, as Ilhas Galápagos ocupam um lugar único na história da ciência e da conservação ambiental. O arquipélago abriga espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo e teve papel decisivo para a compreensão de como a vida evolui em ambientes isolados. Ainda assim, por mais de um século, algumas de suas ilhas funcionaram sem uma das espécies mais importantes para o equilíbrio ecológico local: as tartarugas-gigantes.
A combinação entre caça intensiva, destruição de ninhos e a introdução de espécies invasoras levou ao desaparecimento desses animais em várias regiões, alterando a vegetação, a dispersão de sementes e até a dinâmica do solo. Agora, mais de 1.500 tartarugas-gigantes foram reintroduzidas em ilhas onde haviam sido extintas, como parte de uma estratégia científica de restauração da biodiversidade. Em vez de cercas, máquinas ou obras de engenharia, os pesquisadores apostaram no retorno do animal certo ao lugar certo. O resultado tem sido a reativação de processos naturais que estavam interrompidos por cerca de 150 anos.
Arquipélago de Galápagos: saiba mais sobre a sua importância ecológica
Localizado no Oceano Pacífico, a cerca de 900 a 1000 km da costa do país a qual pertence, o Equador, o arquipélago de Galápagos é o lar de muitas espécies endêmicas, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar do planeta. Foi ali que Charles Darwin observou durante uma visita ao local, em 1835, como a vida se ...
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