Plano contra poluição da Baía de Guanabara terá US$ 452 mi
O programa de despoluição da Baía de Guanabara deve ser alavancado com a liberação de US$ 452 milhões decidida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a melhoria da coleta de esgotos nos municípios afluentes da baía.
Os recursos serão usados nas ações do Programa Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara, área onde vivem 10 milhões de pessoas. O programa integra o Pacto pelo Saneamento do Governo do Estado. Ele prevê a ampliação dos serviços de saneamento básico e o atendimento de 80% da população do Estado até 2018.
O coordenador do projeto do BID, Yvon Mellinger, diz que o programa de coleta e tratamento de esgoto vai permitir a redução da carga orgânica de origem doméstica lançada nos corpos hídricos e, em consequência, vai ajudar na recuperação da qualidade da água da Baía de Guanabara.
Com o financiamento, cerca de 359 mil domicílios vão ter acesso à rede de esgotos. Serão beneficiadas, diretamente, 1,9 milhão de pessoas. O ambientalista Mário Moscatelli ressalta que a bacia hidrográfica no entorno da Baía de Guanabara foi transformada em valão de esgoto. Para ele, os municípios de Duque de Caxias, Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, ainda carecem de investimentos para acabar com o esgoto jogado diretamente na baía.
"Esses municípios têm uma população urbana muito grande que carece desse tipo de serviço. Além da construção de novas estações de tratamento, é fundamental que se crie às condições para se instalar troncos coletores e elevatórias para levar todo esse esgoto que é gerado e atualmente vai para dentro dos rios, para as estações de tratamento, porque caso contrário à gente vai continuar secando gelo", explica Moscatelli.