Etiqueta de eficiência para carro vai incluir emissão de CO2
- Sabrina Bevilacqua
- Direto de São Paulo
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) vai oferecer mais um critério de escolha para quem quer comprar um carro novo no Brasil. Além da autonomia e da classificação da eficiência do motor, as novas etiquetas que atestam o desempenho dos automóveis vão avaliar também a quantidade de gases de efeito estufa emitidas pelos veículos.
A medida faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). A partir de janeiro de 2013, as etiquetas terão de apresentar dados sobre emissões. As atuais informam apenas autonomia de consumo de combustível e a classificação - que vai de A, mais eficiente, a E, menos eficiente - de acordo com esse desempenho.
Além de comparar as emissões de CO2 dos veículos, as etiquetas veiculares também terão novo design. O coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem, Marcos Borges, explica que a intenção é facilitar a compreensão do consumidor comum, deixando os selos mais "bonitos e amigáveis ao consumidor, sem todas aquelas informações de engenheiro". Para facilitar ainda mais a vida dos compradores, será lançado um guia com explicações sobre o selo, as categorias e critérios, e como utilizar todas as informações.
O PBE tem o versões também para eletrodomésticos, lâmpadas e produtos eletrônicos e é voluntário, nenhum fabricante é obrigado a ter seu produto avaliado. Por isso, Borges aconselha o consumidor a escolher um carro classificado como E - menos eficiente - em detrimento do não etiquetado. "É preciso observar que, apesar de ter ficado na categoria mais baixa, a empresa fez uma ação de boa vontade e transparência", explica.
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Atualmente 13 montadoras submetem 159 modelos aos testes necessários para etiquetagem, segundo Borges. Ele acrescenta que, das quatro maiores montadoras do País, apenas uma não aderiu (ele não quer divulgar o nome). Entretanto, o coordenador acredita que, em cerca de dois anos, deve sair uma regulamentação para tornar a participação no programa obrigatória.
"Esse tipo de etiqueta vai além de zelar pela segurança e qualidade do produto. Mostra para o consumidor a diferença entre eles", afirma Borges. Segundo ele, a medida é importante tanto para a indústria, que é constantemente incentivada a desenvolver tecnologias para melhorar seus produtos, quanto para o consumidor, que passa a receber informações que influenciam o ato da compra. Ele diz ainda que mais de 70% das pessoas consideram a etiquetagem na hora da compra. "Compramos apenas pelo preço quando não sabemos a diferença entre os produtos", diz.
As etiquetas têm funcionado para o meio ambiente e para o bolso do consumidor. De acordo com Borges, uma geladeira classificada como A traz uma economia de energia que equivale a R$ 60,00 por ano em relação a E. No caso do ar condicionado a economia é de cerca de R$ 160,00 por ano. "Parece pouco, mas se somarmos todos os equipamentos faz diferença."