Durante anos, a ciência procurou, sem sucesso, uma alternativa aos ratos de laboratório; até que descobriu as mariposas
Graças às técnicas moleculares, as mariposas atuam como "semáforos" biológicos
No mundo da ciência, o rato reinou supremo nos laboratórios por décadas. Contudo, seu reinado é caro, lento e, acima de tudo, eticamente complexo. É por isso que buscamos alternativas há anos, e a resposta pode não estar em um chip de silício, mas em um inseto que você provavelmente já viu se alimentando de cera de colmeia.
A descoberta revolucionária
É isso que pesquisadores da Universidade de Exeter alcançaram, atingindo um marco que promete ser um divisor de águas na luta contra as superbactérias: eles "manipularam" geneticamente larvas de mariposas para funcionarem como indicadores biológicos em tempo real.
O mais impressionante é que elas possuem até mesmo um indicador visual: brilham quando infectadas e apagam quando o tratamento está fazendo efeito.
O semáforo biológico
O estudo, publicado esta semana na revista Nature, detalha como a equipe de pesquisa alcançou o que parecia impossível: aplicar ferramentas avançadas de edição genética a essas mariposas com uma precisão sem precedentes. E eu sei que isso é muito importante, já que o uso de insetos para modelar doenças humanas tem limitações, mas esta equipe combinou duas técnicas essenciais.
As técnicas
O primeiro é o sistema PiggyBac, que permite a inserção de genes que produzem proteínas fluorescentes nessas mariposas, transformando-as essencialmente de larvas em "luzes de néon" biológicas. Dessa forma, se bactérias ou fungos forem injetados, a fluorescência permite monitorar a infecção in vivo sob um microscópio.
Além ...
Matérias relacionadas
Ciência comprova: o "novo cigarro" não são os celulares, e sim os ultraprocessados