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Aumenta a poluição nas praias de São Paulo

Balanço da Cetesb que compara resultados de 2008 com os de 2007 indica, entretanto, melhoria da qualidade do ar

30 jul 2009 - 17h40
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Balanço divulgado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) sobre o meio ambiente no Estado de São Paulo em 2008 mostra piora na balneabilidade das praias, especialmente as da Baixada Santista, melhora na qualidade do ar e estabilidade nos índices de qualidade dos rios e represas em relação ao ano de 2007.

De acordo com o relatório da Cesteb que abrange a qualidade do ar, mar, de rios e ocorrências de acidentes químicos no Estado, em 2008 houve uma piora nas condições de balneabilidade de 44% das praias em relação ao ano anterior. Na Baixada Santista, 55% das 54 praias da região registraram piora nas condições de uso e 45% não apresentaram alteração. A agência ambiental paulista credita a piora a três fatores: grande urbanização da região, alta densidade demográfica e deficiência no tratamento de esgoto.

No Litoral Norte, 40% das 77 praias foram consideradas próprias para banho durante 2008. Mas, na comparação com 2007, somente 16% apresentaram melhora, enquanto 37% ficaram piores. No Litoral Sul, 80% das praias permaneceram próprias durante todo o ano.

Ar melhor - No que se refere à qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo, o maior problema se refere ao ozônio - ainda que o número de 2008 seja inferior ao de 2007. Em 2008 foram registrados 49 dias acima do padrão de qualidade, ante 72 dias no ano imediatamente anterior. De acordo com a Cetesb, a região metropolitana apresenta alto potencial de formação de ozônio por causa da grande emissão de agentes precursores, principalmente de origem veicular.

No caso de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e partículas inaláveis, as concentrações são menores do que as observadas no fim da década de 1990, por conta das medidas de controle adotadas pelo governo. O relatório indica ainda interrupção da tendência de queda nas concentrações de monóxido e de partículas inaláveis.

Rios e represas - Quanto à qualidade das águas dos rios e de reservatórios no Estado, o Índice de Qualidade das Águas (IQA), avaliado em 408 pontos de amostragem distribuídos por cerca de 160 corpos hídricos, apresentou a categoria boa em 57% dos pontos monitorados - 14% situaram-se nas classes ruim e péssima. De acordo com o IQA, no período de 2003 a 2008, houve uma retração de 5% na qualidade péssima e ruim dos corpos de água. Já o índice de qualidade de água para a proteção da vida aquática, mostrou que 59% dos corpos de água ficaram nas categorias ótima, boa e regular e 41%, nas ruim e péssima.

No caso de acidentes, a atividade de transporte rodoviário de produtos perigosos representou mais da metade das emergências químicas atendidas pela Cetesb em 2008 - mesmo resultado de 2007 -, com 244 casos. No caso das emergências químicas, o transporte rodoviário de produtos perigosos ficou em primeiro lugar, com 233 casos (51,7%), seguido por descarte clandestino de produtos químicos, com 36 casos (8%), postos e sistemas retalhistas de combustíveis, com 32(7,1%).

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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