Aumenta a poluição nas praias de São Paulo
Balanço da Cetesb que compara resultados de 2008 com os de 2007 indica, entretanto, melhoria da qualidade do ar
Balanço divulgado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) sobre o meio ambiente no Estado de São Paulo em 2008 mostra piora na balneabilidade das praias, especialmente as da Baixada Santista, melhora na qualidade do ar e estabilidade nos índices de qualidade dos rios e represas em relação ao ano de 2007.
De acordo com o relatório da Cesteb que abrange a qualidade do ar, mar, de rios e ocorrências de acidentes químicos no Estado, em 2008 houve uma piora nas condições de balneabilidade de 44% das praias em relação ao ano anterior. Na Baixada Santista, 55% das 54 praias da região registraram piora nas condições de uso e 45% não apresentaram alteração. A agência ambiental paulista credita a piora a três fatores: grande urbanização da região, alta densidade demográfica e deficiência no tratamento de esgoto.
No Litoral Norte, 40% das 77 praias foram consideradas próprias para banho durante 2008. Mas, na comparação com 2007, somente 16% apresentaram melhora, enquanto 37% ficaram piores. No Litoral Sul, 80% das praias permaneceram próprias durante todo o ano.
Ar melhor - No que se refere à qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo, o maior problema se refere ao ozônio - ainda que o número de 2008 seja inferior ao de 2007. Em 2008 foram registrados 49 dias acima do padrão de qualidade, ante 72 dias no ano imediatamente anterior. De acordo com a Cetesb, a região metropolitana apresenta alto potencial de formação de ozônio por causa da grande emissão de agentes precursores, principalmente de origem veicular.
No caso de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e partículas inaláveis, as concentrações são menores do que as observadas no fim da década de 1990, por conta das medidas de controle adotadas pelo governo. O relatório indica ainda interrupção da tendência de queda nas concentrações de monóxido e de partículas inaláveis.
Rios e represas - Quanto à qualidade das águas dos rios e de reservatórios no Estado, o Índice de Qualidade das Águas (IQA), avaliado em 408 pontos de amostragem distribuídos por cerca de 160 corpos hídricos, apresentou a categoria boa em 57% dos pontos monitorados - 14% situaram-se nas classes ruim e péssima. De acordo com o IQA, no período de 2003 a 2008, houve uma retração de 5% na qualidade péssima e ruim dos corpos de água. Já o índice de qualidade de água para a proteção da vida aquática, mostrou que 59% dos corpos de água ficaram nas categorias ótima, boa e regular e 41%, nas ruim e péssima.
No caso de acidentes, a atividade de transporte rodoviário de produtos perigosos representou mais da metade das emergências químicas atendidas pela Cetesb em 2008 - mesmo resultado de 2007 -, com 244 casos. No caso das emergências químicas, o transporte rodoviário de produtos perigosos ficou em primeiro lugar, com 233 casos (51,7%), seguido por descarte clandestino de produtos químicos, com 36 casos (8%), postos e sistemas retalhistas de combustíveis, com 32(7,1%).