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Aposentado transforma antigo lixão em floresta com 41 mil árvores em São Paulo

Paisagem às margens do córrego Tiquatira motivou homem a iniciar um projeto que atualmente possui cerca de 320 mil metros quadrados

24 ago 2026 - 20h13
(atualizado às 21h54)
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Resumo
Aos 73 anos, Hélio da Silva transformou um antigo lixão em São Paulo em uma floresta com 41 mil árvores, revitalizando 320 mil metros quadrados e criando o Parque Linear Tiquatira, que abriga diversas espécies nativas e favorece o retorno da fauna local.
Aposentado transforma antigo lixão em floresta com 41 mil árvores em São Paulo
Aposentado transforma antigo lixão em floresta com 41 mil árvores em São Paulo
Foto: Reprodução

O ano era 2003. Hélio da Silva passava pela região de Tiquatira, na zona leste de São Paulo, quando se deparou com um cenário de abandono, lixo e solo degradado. A paisagem às margens do córrego Tiquatira o motivou a iniciar um projeto que, mais de duas décadas depois, resultou em uma área verde de cerca de 320 mil metros quadrados.

Aos 73 anos, o aposentado começou levando ao local uma semente de jequitibá, árvore nativa da Mata Atlântica. Depois, comprou e plantou centenas de sementes, mas as primeiras 200 mudas foram destruídas por vandalismo.

Hélio não desistiu e voltou com outras 400, que também foram destruídas. Na terceira tentativa, decidiu ampliar o projeto e plantou cerca de 5 mil árvores.

A iniciativa ganhou força e chamou a atenção das autoridades. Em 2005, Hélio procurou o então secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, em busca de apoio. Três anos depois, em 2008, o projeto passou a integrar uma iniciativa pública e a área foi reconhecida como Parque Linear Tiquatira, que atualmente se estende por aproximadamente 3,2 quilômetros.

O espaço se transformou em um corredor verde em meio à cidade e reúne dezenas de espécies de árvores nativas da Mata Atlântica.

A vegetação também contribuiu para o retorno de animais à região e ajuda a amenizar o impacto do calor urbano. Levantamentos citados no projeto contabilizam entre 162 e 170 espécies, dependendo do registro utilizado.

Hélio mantém registros das árvores que plantou e conhece muitas das espécies cultivadas ao longo dos anos. O que começou como uma iniciativa pessoal se tornou uma missão: ele já contabiliza cerca de 41 mil árvores plantadas e agora pretende alcançar uma nova marca, chegando a 50 mil exemplares.

Fonte: Portal Terra
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