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Um estudo diz que as árvores "sentem" eclipses com 14 horas de antecedência — e a explicação é mais simples do que parece

É o que alguns cientistas italianos disseram

29 jul 2026 - 14h40
(atualizado em 30/7/2026 às 14h10)
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Foto: Xataka

Em 2025, uma equipe de cientistas italianos descobriu algo surpreendente em relação aos eclipses. De acordo com um estudo realizado em uma floresta de coníferas nos Dolomitas, as árvores podem prever eclipses solares por meio de mudanças em sua atividade elétrica interna. Isso tem alguma utilidade científica? Teoricamente não, pois existem outras formas muito mais simples e contrastantes de prever um eclipse. Há eclipses previstos com mil anos de antecedência. Ainda assim, o estudo foi muito bem recebido, pois é um ótimo exemplo de ciência curiosa. O problema é que, segundo a análise dos cientistas Ariel Novoplansky e Hezi Yizhaq publicada este ano na Trends in Plants Science, os resultados desse estudo foram puramente especulativos, já que existem outras razões pelas quais essas mudanças na atividade elétrica das árvores poderiam ter ocorrido.

Cientistas italianos detectaram mudanças no eletroma — o conjunto de impulsos elétricos transmitidos pelos tecidos vegetais em resposta a estímulos externos, como estresse hídrico ou mudanças de temperatura. É algo como a atividade elétrica transmitida pelos nossos neurônios. Esses pesquisadores instalaram sensores elétricos em coníferas da espécie Picea abies durante um eclipse parcial que pode ser visto nos Dolomites em 2022. Eles observaram que, quatorze horas antes do início do eclipse, as árvores mais velhas experimentaram um grande aumento em sua atividade elétrica. Além disso, eles espalham para as árvores mais ...

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