4 exames ginecológicos que toda mulher após os 40 anos deve fazer
Especialista explica como a prevenção pode salvar vidas e ajudar a atravessar o climatério com mais saúde
A chegada aos 40 anos representa uma nova fase na saúde da mulher, marcada por mudanças hormonais e maior risco para algumas doenças. Nesse contexto, os exames ginecológicos de rotina ganham ainda mais relevância, pois permitem diagnósticos precoces e ampliam as chances de tratamentos eficazes.
Segundo a ginecologista Camila Martin Massutanib (https://www.instagram.com/dracamilamartin/), médica graduada pela Unicamp e especialista pela USP, é justamente nessa faixa etária que muitas mulheres acabam negligenciando o acompanhamento regular. “Após os 40, não se trata apenas de prevenir infecções ou avaliar a fertilidade, mas de cuidar da saúde como um todo. É um momento em que questões como o climatério, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer precisam entrar no radar”, afirma.
Entre os exames ginecológicos recomendados, destacam-se:
Papanicolau: essencial para rastrear lesões precursoras do câncer de colo de útero, continua sendo indispensável após os 40.
Mamografia: indicada anualmente a partir dessa idade, é a principal ferramenta de rastreamento do câncer de mama.
Ultrassonografia transvaginal: auxilia na avaliação de ovários e útero, importante na investigação de miomas, cistos e alterações endometriais.
Densitometria óssea: ainda que não seja exclusivamente ginecológico, deve ser considerada para mulheres com fatores de risco, já que a queda do estrogênio impacta na saúde óssea.
A especialista reforça que a rotina pode variar conforme o histórico pessoal e familiar de cada paciente. “Não existe receita única: mulheres com histórico de câncer de mama, por exemplo, podem precisar de acompanhamento mais próximo e com exames adicionais. O importante é individualizar o cuidado”, explica.
Para a Dra. Camila, a prevenção é também uma forma de autocuidado. “Muitas vezes a mulher prioriza a família, o trabalho, mas esquece de si mesma. Realizar os exames na periodicidade correta é um ato de amor próprio e de responsabilidade com a própria saúde”, conclui.
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