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Teste: Honda Civic EXL 2.0 é imponente, mas não empolga

Com visual ousado, o Civic topo de linha com motor aspirado tem 155 cavalos e um ótimo câmbio CVT, porém é ofuscado pela versão turbinada

29 out 2019
15h21
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A aura que envolve o Honda Civic, que já há algum tempo se tornou um dos modelos mais desejados entre os brasileiros, faz dele um automóvel completo. Mesmo em sua versão de entrada, é um sedã que cativa pela ousadia estética, sempre em destaque, principalmente a partir da sua oitava geração. É por causa dessa ousadia que a trajetória do mais popular automóvel da Honda é bastante interessante.

O visual da traseira é o que mais diferencia o Honda de seus rivais.
O visual da traseira é o que mais diferencia o Honda de seus rivais.
Foto: Caio Mattos / Divulgação

Lançado em 1972, as quatro primeiras gerações do Honda Civic, que não foram comercializadas no Brasil, mostravam um carrinho compacto e simplório, ainda com aquela forte característica oriental. Foi a quinta geração, em 1992, que começou a firmar a imagem de sobriedade, com um quê de esportividade, ao mesmo tempo em que passou a ser vendida em nosso país, na abertura das importações.

Passou a ser produzido localmente na sexta geração, com motor 1.6, em 1997, surpreendendo público e crítica na sétima geração, de 2001, já com motor 1.7.

O capô alongado dá imponência ao carro e abriga um motor 2.0.
O capô alongado dá imponência ao carro e abriga um motor 2.0.
Foto: Caio Mattos / Divulgação

Mas foi em 2006 que a oitava geração do Honda Civic alçou seu voo definitivo. Transformado num sedã imponente, com motor 1.8, era sucesso garantido. A versão esportiva Si, com motor 2.0 de 192 cv, fez história. A geração seguinte, a nona, que em 2012 estreava o motor 2.0 em algumas versões, elevou o conceito de “nave espacial”, oferecendo uma dirigibilidade mais precisa e um tanto firme.

A geração atual do Honda Civic, a décima, mais uma vez esbanja estilo e ousadia, com faróis e lanternas de formatos surpreendentes. Pode-se dizer que o Honda Civic é um daqueles automóveis que conquista seu público, que segue com ele por várias gerações.

O Honda Civic EXL é a versão top da família, entre aquelas que utilizam motor 2.0 flex aspirado, uma vez que há ainda o Civic Touring, com motor 1.5 turbo. Além do ELX, há o EX, o Sport e o LX, todos 2.0 flex com câmbio CVT.

A sensação de “nave espacial” continua na linha 2020 do Civic, com um painel de instrumentos complexo e complementado por comandos no volante e no console central, além de uma posição de dirigir bem esportiva. Esse é um dos pontos altos do carro.

Muitos itens de conveniência acompanham o Honda Civic EXL 2.0 CVT 2020, como a chave presencial, com abertura e travamento automáticos das portas e partida por botão no painel, ar-condicionado digital automático de duas zonas com saídas para os bancos traseiros, conexão HDMI, central multimídia com tela de 7” sensível ao toque e quadro de instrumentos digital TFT de alta resolução.

HONDA CIVIC EXL 2.0
Item Conceito

Nota

(0 a 5)

Desempenho Médio 2
Consumo bom 3
Segurança ótimo 5
Conectividade muito bom 4
Conforto ótimo 5
Pacote de Série muito bom 4.5
Usabilidade muito bom 4
Veredicto muito bom 3.9

O motor de 155 cv com câmbio CVT (não há mais opção de outro tipo de transmissão) faz do Honda Civic 2020 um automóvel muito confortável, em termos de dirigibilidade. Para quem ainda não entendeu a finalidade e as vantagens de um câmbio continuamente variável, o CVT do Civic simula eletronicamente a presença de sete marchas virtuais, inclusive com a opção de trocas manuais, na borboleta situada no volante. 

O fato de vir com câmbio CVT já demonstra o caráter comportado do carro. Quando abastecido com gasolina, o motor ainda perde 5 cavalos. Junte tudo isso com uma tração dianteira (mais fácil de dirigir) e um claro compromisso de conforto e o resultado é um carro certinho, uma compra recomendável, mas que não empolga como em algumas versões das gerações anteriores. 

Na décima geração, o Civic se tornou um sedã-cupê.
Na décima geração, o Civic se tornou um sedã-cupê.
Foto: Caio Mattos / Divulgação

O que é novo

  • Discreta reestilização, com para-choque dianteiro redesenhado.
  • Rodas com novos desenhos.
  • Novos revestimentos no interior.

O que nós gostamos

  • Conforto dinâmico e dirigibilidade.
  • Posição de dirigir.
  • Sistema multimídia e conectividade, espelhamento do celular Android Auto e Apple CarPlay.
  • Equipamentos de série.

O que pode melhorar

  • Suspensões muito firmes para um sedã, mas há quem prefira assim (nós, do GUIA DO CARRO, por exemplo).
  • Falta de oferta de uma versão com câmbio manual.
  • Consumo de combustível, que é apenas nota C no Inmetro.
  • A oferta de equipamentos muito mais interessantes na versão Touring faz o Civic EXL parecer pelado.

Os números

  • Preço: R$ 112.600
  • Motor: 2.0 flex
  • Potência: 155 cv a 6.300 rpm (e)
  • Torque: 191 Nm a 4.800 rpm (g)
  • Câmbio: 7 marchas CVT
  • Comprimento: 4,641 m
  • Largura: 1,799 m
  • Altura:  1,433 m
  • Entre-eixos: 2,700 m
  • Peso: 1.291 kg 
  • Pneus: 215/50 R17
  • Porta-malas: 525 litros
  • Tanque: 56 litros
  • 0-100 km/h: 10s9
  • Vel. máxima: 195 km/h
  • Consumo cidade: 10,5 km/litro (g)
  • Consumo estrada: 13,0 km/litro (g)
  • Emissão de CO2: 118 g/km
Guia do Carro
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