Trágico! Tio se arrisca por sobrinho e ambos morrem afogados em praia
Mar agitado e correnteza na Praia da Gamboa, em Itapemirim, levou tio e sobrinho à morte durante tentativa de resgate
Um tio e seu sobrinho morreram afogados na Praia da Gamboa, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, no início da tarde de segunda-feira (22). Segundo informações dos salva-vidas, Magdo Cancio Batista, de 51 anos, e Felipe Henrique Batista, de 27, foram arrastados por uma corrente de retorno em um mar agitado, no trecho sinalizado com bandeira vermelha de alerta. Testemunhas relataram que Felipe estava à beira-mar quando foi derrubado e levado pela onda, e que o tio tentou socorrê-lo, mas também foi arrastado pela correnteza.
De acordo com os salva-vidas e o portal G1, outro homem que presenciou o afogamento entrou no mar e conseguiu retirar Magdo, mas acabou passando mal e não conseguiu resgatar Felipe. O primeiro salva-vidas que tentou socorrer a segunda vítima não obteve sucesso devido às condições perigosas do mar, sendo necessária a intervenção de um segundo profissional. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar, uma das vítimas já havia morrido e a outra estava em parada cardiorrespiratória. Equipes do SAMU e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) prestaram apoio às manobras de reanimação, porém, infelizmente, ambos não resistiram. O helicóptero do Notaer foi acionado, mas não chegou a ser utilizado.
A Polícia Científica (PCIES) informou que os corpos foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML) em Cachoeiro de Itapemirim, onde passarão por necropsia antes de serem liberados para a família. O homem que tentou salvar Magdo e passou mal foi examinado e liberado. O trecho da praia onde ocorreu a tragédia estava sinalizado com bandeira vermelha, alertando para correnteza e ondas fortes, mas ainda assim, a tentativa de socorro terminou em fatalidade, segundo apurado pelo G1.
Por que a correnteza tornou o resgate tão perigoso?
O episódio evidencia os riscos de corrente de retorno em praias com mar agitado, mesmo para pessoas que tentam salvar familiares. A força das ondas e a sinalização de perigo dificultaram o trabalho de resgate, colocando em risco tanto as vítimas quanto os socorristas. Especialistas lembram que nessas situações, a intervenção direta deve ser feita por profissionais treinados, pois a correnteza pode arrastar rapidamente quem tenta ajudar, como aconteceu tragicamente com Magdo e Felipe, conforme registrado pelo G1.